Picture SNOWSHOEING IN SANTA FE (NEW MEXICO, USA, March 2010)

Vicky Mundo Afora ou Mundoafora? Nao importa. É vida de imigrante. O mundo eh tao grande. Por que deveria passar minha vida inteira no Rio de Janeiro? Preciso viver e falar outras linguas, viver com e como outras pessoas. Um dia eu volto. Para onde? Ora, para casa. Onde eh casa mesmo?



Picture credits on this blog go to my lovely husband, who has never enough of beautiful and interesting views all over the world. If a picture is not his, it will be linked to its original source.

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Como Virar Cebola no Inverno - Video

Como Virar Cebola no Inverno - Video

Não tem muito como fugir. Já falei em vários posts sobre o inverno que o único meio de se proteger do inverno rigoroso é se vestir em camadas, virar cebola no inverno é uma necessidade. É claro que não estou falando de inverno de 15°C positivos, mas sim, negativos...

A não ser que eu mesma faça um vídeo sobre o assunto (será?), não encontrei nada em português, mas em inglês existem vários no youtube. Selecionei esse porque o cara fala devagar e explica bem, mas não tem legendas, sorry. É claro que esse não é um vídeo de moda, é um vídeo sobre proteção. E o que é demonstrado no vídeo, é o mesmo que eu já falei nos outros posts, como podem ler aqui. E é claro que, como o apresentador do vídeo é homem, ele está muito menos interessado em ficar bonitinho do que eu.


***

sábado, 4 de janeiro de 2014

Natal no Velho Oeste

Nos últimos anos tenho passado o Natal no Velho Oeste americano. O Novo México é diferente de tudo o que se espera de uma viagem aos EUA. Atualmente somos mais famosos por ser a casa de Breaking Bad - Jesse Pinkman foi meu vizinho, literalmente. Não muitos anos atrás, os filmes do Velho Oeste, as Sessões Bang Bang dos sábados a tarde, eram mais famosos, fazendo principalmente Albuquerque e Santa Fé nomes bem conhecidos no mundo inteiro, por seus cowboys, paisagens áridas e cidadezinhas empoeiradas.

Decoração de Natal na igreja de São Felipe de Neri, em
Old Town Albuquerque
O Sudoeste americano tem como principal característica a mistura de populações nativas indígenas e dos colonizadores espanhóis, que chegaram aqui no século XV. Some-se a isso a enorme quantidade de imigrantes mexicanos que se fixaram aqui durante o último século - ilegais ou não. O estado do Novo México é de população majoritariamente católica, e aqui as tradições das principais festas religiosas foram mantidas quase que intactas ao longo dos séculos, desde a vinda dos primeiros missionários jesuítas. Por isso temos a impressão de entrar no passado quando começam as movimentações de Natal.

A parte mais bonita da noite de Natal no Velho Oeste (e isso não se limita a Albuquerque, mas existe em todo o estado) são as Luminárias: pequenas sacolinhas de papel, com areia no fundo para estabilizar, e uma vela acesa dentro. Essas luminárias são espalhadas pelas ruas, decorando todas as calçadas, e em alguns lugares existem luminárias elétricas, enfeitando os telhados - que são retos, não inclinados. As famílias se mobilizam e tem um exército de pessoas, preparando a decoração das ruas na tarde da véspera de Natal. Todos apagam suas luzes externas nessa noite, para deixar a iluminação das velas sobressair, e o que vemos é uma ambientação mágica.

Decoração de Luminárias de Natal, em Albuqueque.
A primeira vez que cheguei aqui, achei que havia entrado numa máquina do tempo, um livro de história. É claro que existe a cidade "moderna", mas o impacto de visitar Old Town, é impressionante. Tive a nítida sensação de que apareceria um cowboy num cavalo, a qualquer instante, disparando tiros a esmo. Não aconteceu, mas a expectativa é a mesma cada vez que vou a Old Town Albuquerque ou Santa Fé - que é a capital do estado.

Véspera de Natal em Old Town Albuquerque


Nesse ano de 2013, não tivemos um Natal branco, mas nevou bastante umas semanas anteriores ao Natal. E o frio é, bem, frio mesmo. Estamos no deserto, humidade do ar é baixíssima, o frio corta, principalmente quando há vento. Enquanto a neve cai, a temperatura é amena, mas o pior frio é depois que está tudo no chão e se cristaliza em gelo. Por sorte, esse não é dos estados mais frios, e grande parte da neve na cidade degela rápido. Ao contrário do que acontece nas nossas montanhas, que são parte do conjunto das Montanhas Rochosas. O Novo México é um estado rico em estações de esqui, algumas conseguem se manter abertas até o início de abril. É frio, mas é mais divertido ficar na neve fazendo algo do que só olhando e congelando.

Neve no Rio Grande, que corta a cidade de Norte a Sul.
Ou será de Leste a Oeste?

Tão frio que até as árvores usam cachecol durante o
River of Lights
Durante a temporada de Natal, o que mais gosto de fazer é visitar o "River of Lights" (literalmente, Rio de Luzes), que é montado ao longo do Jardim Botânico em Albuquerque, a beira do Rio Grande, com várias esculturas de luzes, e todos vão visitar a noite. O frio que faz, é uma maravilha!




Mesmo com todo o frio, distância da família, tem coisas boas que aprendemos a apreciar. A nova família que encontramos aqui, o calor de nossas casas aquecidas, abraços. Toda gastança e mediocridade associados ao Natal de hoje em dia, e pelo qual os EUA são tão famosos o ano inteiro, podem sim passar longe, e aproveitamos o que a estação tem de melhor, se soubermos apreciar.

Nos próximos dias estarei subindo as montanhas, e pretendo dar bom uso aos meus snowshoes novamente.



***

Obs. - As fotos estão meio misturadas, mas são ou do meu celular, ou da câmera do meu querido Gerald.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mercadinho Mexicano

Fazendo compras no mercadinho mexicano ou, Ai, Minha Paciência! Também seria um bom título.

Eu evito fazer compras no mercadinho mexicano. Não dá. A sua recepcao são aquelas músicas típicas, com homens desafinados berrando, tocando nos alto falantes. Se estou com dor de cabeca, nem entro. Existe também o problema com os laticínios, que já chegam estragados em casa, só para nos dar o trabalho de voltar para trocar. Até que eu percebi que os produtos estavam sempre vencidos. Já comprei farinha de rosca, maizena, pó royal, pó para flan, biscoito maria, leite moça, tudo com a validade vencida. Isso diz muito sobre as condições do mercado. E por que continuo voltando? Porque tem coisa que só vende lá, principalmente semelhantes ao que temos no Brasil: massa de pastel, goiabada, aipim, feijao preto.

Como se isso tudo não fosse o bastante, muitos funcionários nem falam inglês, embora isso não me incomode tanto. De toda forma, já vou preparada para pedir certas coisas através de gestos. Sem o menor constrangimento eu faco "muuu" e dou umas palmadas nas coxas, ao pedir um pedaço de músculo no açougue. Economiza meu tempo, recebo a carne que preciso, e economiza explicações trilíngues sem sentido. Esse é o tipo de situação que nos aguarda no mercadinho.

Cada ida ao mexicano é super rápida, já entro sabendo o que quero. Gerald e eu nos dividimos, vamos cada um para um lado diferente, reunimos o que precisamos e nos encontramos no caixa para sair o mais rápido possível.

Hoje fomos novamente, e eu pedi para o meu marido comprar 1/4 de frango assado enquanto eu recolhia o resto das compras, já que o atendimento do restaurante demora, e muito. Esse frango custa $4,99 e vem com arroz, feijao, salada, pimenta e tortilla, e eh suficiente para 2. Tem um cartaz imenso, em cima do caixa do restaurante, listando os precos do frango assado de acordo com o tamanho que voce quiser: inteiro, 1/2, 1/4. Ja compramos esse 1/4 de frango inúmeras vezes, e é o único na cidade que tem o mesmo gosto dos que compramos no Brasil, por isso que eu insisto.

Quando Gerald pediu "o frango de $4.99" ao mesmo tempo que apontava para o cartaz, o senhor do atendimento comecou a colocar um monte de coisa num pacote e cobrou $10.99. Gerald então retrucou "não pedi isso tudo, só quero esse frango de $4.99" e leu em voz alta o que estava escrito no cartaz em espanhol.

A atendente de outro balcão veio acudir o velho e perguntou o que Gerald queria. Nessa altura, eu já havia terminado minha parte e estava de volta pra encontrá-lo. Presenciei um dialogo surreal:
_  O que o senhor quer?
_  Quero o frango de $4.99.
_  Não tem nenhum frango de $4.99.
_  Mas tá no cartaz (apontando para o cartaz).
_  Tá errado. O preco é $6.99 para meio frango.
_  Mas eu não quero meio frango, quero 1/4, com os acompanhamentos.
_  Nos não temos isso. O frango custa $6.99.
_  (Gerald, já sem paciência puxa o cartaz e mostra pra garota) Então, fala pro seu gerente tirar isso daqui, se voces não servem mais o frango dessa forma.
_  (Com cara de quem se acha muito inteligente, falando com um imbecil) Isso não é frango, isso é um prato.
_   Entao, é esse prato o que eu quero. Pode ser?



Foram quase 20 minutos para conseguir comprar o frango... Desculpe, o prato.

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Os Gatos nas Artes

Xiii, nao gosta de gatos? Nao gosta de opera? Acha museu, pintura, escultura, instalacoes, um saco? Fia, voce ta no blog errado! Antes de ir embora porem, aprende um pouco:

Os Gatos nas Artes:



Miau!

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Calmaria de Agosto - Compras no Deserto

Nao, eu nao estou na Itália, onde tudo fecha e voce nao consegue nem um restaurante aberto na hora do almoco, quando agosto chega.  Continuo no deserto do Novo Mexico e a calmaria de agosto acompanha a calmaria de julho, junho, maio, enfim... É essa vida na roca que é pacata mesmo. E enquanto esperávamos a chuva, aproveitávamos o tempo como dava. Lembrem-se que alegria do deserto é ver chuva caindo, e agora que comecou, a pedida é ficar dentro de casa olhando pela janela.

O programa mais excitante da semana aqui é ir ao supermercado, agora que eu já sei mais ou menos como fugir das gororobas alimentícias americanas (sorry, mas nao dá para chamar aquilo de comida). Tem uns mercadinhos mais saudáveis, com precos normais, e o maridao nao se incomoda de ir fazer as compras por lá, ao invés de ir ao Walmart. Quem estiver no Sudoeste/ Oeste americano pode vir sem susto que dá para comer bem fazendo compras no Sunflower Market (onde compro vinhos, queijos, frutas, verduras, legumes, carnes, feijao, farinhas variadas, até polvilho para o pao-de-queijo) e no Trader Joe's (pao integral de verdade, biscoitos, pasteizinhos de cogumelo, arancini, quiches, kefir, yogurtes diferentes, molhos prontos para massas e meu amor: maionese sem ovos e sem leite para quem tem colesterol alto, mas com gosto de Hellman's!) e para umas coisinhas diferentes e bebidas também pode ir sem susto no World Market Cost Plus, meu preferido para comprar temperos e vinhos. Ninguém precisa deixar a carteira e os pulsos comprando exatamente os mesmos produtos no Whole Foods - que se aproveitam da histeria organica reinante, para tirar cada centavo do cidadao "saudável" e desinformado.  E ainda existem várias birosquinhas vendendo horti-fruti locais, é só procurar onde tem um Farmer's Market na sua cidade (pelamor, pessoal, farmer's market nao é uma "rede" de mercadinhos, sao quitandas independentes ou feiras-livres, que vendem produtos locais. Em todo lugar tem um, seja com que nome for, tio google tá aí para isso mesmo).

E como esse mes eu tive um presentinho extra, fui as minhas compras também, via eBay  e Amazon (sempre tem alguma coisa para casa que eu nao sabia que precisava) e num mall super charmoso aqui de Albuquerque, o Uptown, comprar jeans e livros.  A Border's rede de livrarias, faliu/ fechou/ sumiu, mas ainda tem muito estoque na loja física do mall, entao fui me fartar, e comprei pela metade do preco um dicionário que estava de olho há tempos (AMO dicionários).  Os melhores livros já tinham desaparecido, e o dicionário era o último exemplar - acho que estava só me esperando).

Será que encontro uma pantalona assim aqui no deserto?  Eu quero!


Os jeans eu fui procurar na White House Black Market cujas roupas tem caimento maravilhoso!  Entrei em panico quando a vendedora disse que meu número era 00! Até verificar na internet que eles possuem uma numeracao "própria", para nao assustar muito as consumidoras mais velhas, preocupadas com o regime.  Meu número "normal" continua sendo 4 ou 6. Queria uma pantalona jeans escura, mas nao tinha. Acabei comprando um skinny jeans escuro mesmo e uma calca boot cut branca que estava na promocao. De toda forma, pecas clássicas, que vou usar sempre, sem preocupacao com moda que vai e vem. Nao compro nada fast fashion (desperdicei muito dinheiro com isso em Londres, até aprender), só compro o que possa ir para a máquina de lavar, que dure bastante, tenha bom acabamento e corte clássico.  E para completar, o maridao me deu um par de mocassins super confortáveis, que eu estava de olho há tempos, e uma camiseta de linha muito fofa, e que pode ser lavada a máquina.

Mes calmo, mas bastante proveitoso.  Do jeito que eu gosto.  Que venham muitos outros assim, e que a chuva continue caindo.  Falar em deserto pode assustar, mas aqui é tao lindo!




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domingo, 17 de julho de 2011

O Sonho e o Grito

O Sonho e o Grito



Eu dormia. Na casa de amigos, pois tomávamos conta dos gatos enquanto eles viajavam. Ouvi um barulho de uma pessoa andando no quintal, e depois forcando a janela do quarto onde estávamos. Olhei pelas frestas das venezianas e vi um vulto do lado de fora. Meu marido dormia, e nao tínhamos armas na casa. Se eu me mexesse para falar ao telefone o ladrao poderia ouvir. Entao pensei em gritar bem alto para assustá-lo e atrair a atencao da vizinhanca.

Gritei. A plenos pulmoes. Um grito digno de um filme de terror bem medonho. Quem nao teria medo? Meu marido comecou a gritar também. Aí eu acordei. :)  E comecei a rir do meu marido que gritava porque se assustou com meu grito.

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terça-feira, 7 de junho de 2011

Memoria Afetiva

Dois anos morando no Novo México. Dois anos comendo mal. Eu cozinho, mas o meu tempero também nao é lá essas coisas. E aqui nesse lugar nao tem aquela lanchonete ou bistrozinho para me refugiar quando estou sentindo falta de comida de casa. Terrível essa memoria afetiva culinária. Já tive a fase de chorar por um pao de queijo com guaraná natural, por um pao frances quentinho com requeijao e salaminho, por um simples bife com batata frita, e o mais recorrente, chorar por uns kibes. Para quase tudo eu achei um substituto meia-boca ou tentei fazer eu mesma, só para tirar o gosto de saudade da memoria, mas o kibe que encontrei na lojinha árabe me deixou ainda mais triste.

Nao, esses nao sao os meus. Nao dá tempo de fotografar. Esses sao emprestados do site da Panifício Cabana.

Todo sábado na minha casa era dia de galinha assada com batatas, e kibe e pastel para o lanche da tarde. Eu nunca fui de comer muito - como atividade recreativa entao, nem me convide - mas coisas que eu gosto de verdade, periga eu ter uma indigestao. Lembro de me apossar da travessa de kibes, logo depois de fritos, poucas horas depois do almoco, e sentar na frente da televisao comendo os tais junto com uma caneca de café-com-leite. Praticamente rosnando para quem se aproximasse para roubar um da MINHA travessa.

Até que conversando com a Sibely - que nao por acaso tem DOIS blogs de culinária e turismo, Tour and Life e o La Bella Giornata - ela me chama para a casa dela para passar o dia, tomando um vinho e fazendo uns salgadinhos. Levei os ingredientes, e ela fez mágica na cozinha! Nao sei se por culpa da saudade ou do tempero da chef, mas achei aqueles kibes e aqueles rissoles os mais gostosos que já comi na vida. E trouxe alguns para congelar em casa.

E assumo a minha culpa de cometer o pecado da gula...  Ontem eu fritei 20 kibes, 12 para mim e 8 para o meu marido (a memória afetiva é minha, eu tenho o direito de comer mais). Só que eu esqueci de separar os tais 8 em outra travessa. Fui ver a novela com os kibes no colo. E a travessa esvaziou antes de terminar a novela. Ops! Fiz mal?

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Dia Em Que Eu Quase Fiquei Viuva

Fazia tempos que o meu marido vinha reclamando de dores. E eu insistindo para ele ir ao médico. Sabe como é homem: "nao, nao é assim, nao é nada grave, isso passa.". Viajamos, e ele continuava a reclamar das dores durante a viagem. Falei pra ele que eu mesma ia ligar para o médico quando voltássemos, entao ele resolveu ligar enquanto estávamos fora, assim a consulta seria marcada para o dia seguinte a nossa volta.

Chegou o dia da consulta e ele sai de casa bem cedo, umas 8 horas da manha, sem que eu veja, pois nao queria que eu o acompanhasse e presenciasse um diagnóstico grave.  Já era meio-dia e nada dele voltar para casa ou me telefonar. Liguei algumas vezes para o seu celular e nao obtive resposta. As 2 horas da tarde ele entra em casa, branco feito uma cera, com a cara sonolenta, o pé inchado e com uma atadura enorme toda suja de sangue.

- O que houve, meu amor?
- O médico disse que era grave e precisava operar.
- E aí, quando vai ser?
- Ele fez a cirurgia assim que viu meu pé. Por isso cheguei agora. Tinha que dormir depois da anestesia para poder dirigir.
- Mas o que voce tinha no pé, afinal?
- Ele cortou meu dedo fora... Tem que fazer um monte de coisa para fazer agora, tem que tratar, senao eu posso até morrer.
- ???

Pego o pacote com as instrucoes do médico para o pós-operatório porque meu marido nao falava coisa com coisa. Pelo menos chegou vivo em casa, sem bater o carro com aquela soneira toda que estava. E ali eu descobri estarrecida o maior mal da humanidade. A doenca-mae de todas as outras doencas. Terrível. Mortal. Fatal. Fenomenal. A UNHA ENCRAVADA. O médico havia extraído uma unha encravada do pezinho do meu amor. O dedo continuava no mesmo lugar de sempre. E quanto a essa história de morrer de unha encravada, será a proximidade com o México que torna as pessoas mais propensas a dramaticidade das novelas da Televisa?

Esta nao é a unha do meu marido. É uma figura meramente ilustrativa extraída do site  Lose  Weight, Feel Great.
Com a ajuda de Sao Google, viu? NAO É uma mencao ao peso da minha cara metade, por favor.

Fui rezar, agradecer a Deus por sermos nós mulheres que parimos e ficamos menstruadas todo mes, e nao os homens. Já pensou se eles fossem sentir cólicas todos os meses, o que seria das esposas? Eles teriam uma vantagem porém: garanto que todo homem seria dispensado de ir trabalhar por pelo menos uma semana, sempre que estivesse "naqueles dias".
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terça-feira, 3 de maio de 2011

Participacao no TopBlog 2011

Se voce gosta do blog, ajude na divulgacao através do click no selo do premio TopBlog 2011. E nao deixe de fazer os seus comentários aqui. É muito bom saber o que estao pensando a respeito do que escrevo e poder trocar experiencias. Um abraco, da Vicky.




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domingo, 24 de abril de 2011

Christ is Risen!

Que Cristo esteja vivo em cada um dos seus coracoes. Hoje e sempre.

Antes de atacar o chocolate, lembre-se de porque a data de hoje é tao importante.  Levanta do computador e vá a missa.  Faca uma oracao em família, agradecendo por tudo que Deus nos tem dado.  E peca sabedoria para aceitar nossas vidas do jeito que elas sao, e daí tirar os ensinamentos que precisamos para ser felizes.

Se voce pode ler em ingles (ou se quiser usar um tradutor online sabendo que eles sao capengas) acesse o site do Santuário Nacional de Sao Judas Tadeu, nos EUA.



Feliz Páscoa!

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sábado, 5 de março de 2011

Charity Matanza

No Brasil comeca o carnaval este sábado, mas aqui na roca do Novo México tem outra Matanza! Nao sabe o que é Matanza? É só ler aqui e aqui. Uhuuu!!!



Dessa vez teremos que chegar cedo - a Matanza é promovida pelos tios do maridao.  Eles nos colocaram responsáveis pelo leilao de obras de arte que terá durante o dia. Ainda bem, quando Gerald falou que teríamos que ir cedo eu gritei logo "nao tenho forca nem talento para destrinchar porco nao!". Entao ele me acalmou e disse que a nossa participacao seria "limpa". Toda a renda será para uma fundacao que cuida de cavalos nativos em vias de extincao.

Dessa vez terá mais comida sem pimenta (quero acreditar), assim poderei comer um pouco mais do que da outra vez.  Depois virao as fotos. Deixa ir embora que a fome já está grande!

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ta faltando bolo para tanta vela

Máquina 3.9, rumo ao futuro avante!  O tempo passa, e eu nem sei mais para onde vou. Meu aniversário foi super divertido com o maridao e a sister-in-law na Disney.  Nós rimos muito! Sempre achei que fosse encontrar mais criancas nos parques, mas é cheio de marmanjo também.

No dia seguinte a sensacao era de ter levado uma surra depois da bebedeira, e acho que foi geral pois o primeiro de nós a levantar no domingo o fez as 3 da tarde, e mesmo assim para ir ao banheiro fazer xixi e colocar os cachorros no quintal. Depois, de volta para a cama.





Detesto montanha-russa, mas adoro voar!!!

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sábado, 8 de janeiro de 2011

Doguinho e Biscatinha (em portugues)


Ou Burque e Cherry, em ingles.  Sao cachorros com complexo de gato. Eles tem uma crise de identidade muito séria, vivem até se lambendo um ao outro.  (Fotos gentilmente "roubadas" do Facebook da Valerie).


Em breve estarei com eles de novo na Califórnia.  Yey!!  Filhotinhos da minha sister-in-law - em ingles mesmo - eu adoro a família do meu marido. O portugues deixa para o lado brasileiro da família.

 Comecei muito bem o ano, primeiro tomando conta da Crioula e da Patricinha:



E o marido com ciúmes por estar dando mais atencao a elas do que a ele.


Eu estou morrendo de saudades de todos os gatos do mundo!  Deveria morar dentro da SUIPA, isso sim.

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

E muito Prosecco para todo mundo!


E quem quiser um pouquinho de frio, é só pedir! Está fazendo 8 graus negativos lá fora! Ano Novo debaixo dos cobertores, com o maridao e um copo de vinho, que ninguém é de ferro.

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P.S. De madrugada fez -12C. Nao quero sair de casa nem a pau! Até perdi a festa de Reveillon. O edredon tava tao gostoso...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Que Jesus esteja Presente no seu Natal



William Congdon, Nativity, 1960.

©The William G. Congdon Foundation, Milan www.congdonfoundation.com




Para nós, Deus não é uma hipótese distante, não é um desconhecido que se retirou depois do “big-bang”. Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus falar conosco.
(Bento XVI)
                                                                                                     
João e André tinham fé, porque tinham certeza de uma Presença experimentável: quando estavam lá […] sentados na sua casa, aquela noite, olhando-O falar, era uma certeza em uma Presença experimentável de uma coisa excepcional, do divino numa Presença experimentável. […] Em vez d’Ele com os cabelos ao vento, em vez de olhá-Lo falar com a boca que se abre e se fecha, Ele chega até você através das nossas presenças, que somos como […] a pele frágil, as máscaras frágeis de algo potente que é Ele e que está dentro.          
                                                                                                                           (Luigi Giussani)


Feliz Natal a Todos!
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

St. Teresa D'Avila, Doutora da Igreja

No dia da festa de Santa Teresa d'Ávila, saiba mais aqui: St. Teresa of Avila, Doctor of the Church

Minha protetora, Santa Teresa D'Avila, rogai por nós junto a Deus, nosso Pai. Que a sua vida siga inspirando a todos aqueles que buscam uma vida em oracao. Amém.


Oracao de Santa Teresa D'Ávila
Nada te perturbe,
Nada te espante.
Só Deus nao muda,
A paciencia tudo alcanca
Quem tem a Deus, nada lhe falta.
Deus só basta.

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Verao Indo Embora

Pelo menos uma vantagem com relacao a Inglaterra: aqui no sudoeste americano tem verao que termina. Em Londres, tinha o verao que eu nunca vi chegar, mais conhecido como inverno intermitente. Enfim...

Final de setembro e aniversário do maridao, e ele quis de presente - Acampar no Rancho!

O amor é lindo, nao é mesmo? A louca, com lampada na testa e salgadinho para comer na barraca a noite.  O banheiro é ali, atrás da moita. No caso do deserto, atrás do cactus.  Pra que também, nao sei, nao tem ninguém em quilometros dali.


A barraca era um luxo (melhor dizendo, um exagero): colchonetes, sacos de dormir, cadeiras e vários travesseiros. Eu queria levar a casa inteira!

Fui e sem reclamar. Ainda morri de rir com a tempestade que caiu de manha e quebrou a barraca com o vento e a água de 6 meses que caiu em 2horas. A explicacao é simples: Nao chove no deserto, mas sempre chove quando saio para acampar.  Logo, daqui a pouco vai ter índio me chamando para levantar barraca na aldeia deles, ao invés de fazer danca da chuva.

Olha que bonita a foto tirada da porta, quando acordamos de manha:

Lindo dia, céu azul, sol intenso in my dreams, só anunciando o que estava por vir!  E meu lindinho me perguntou se eu queria fazer disso tradicao no aniversário dele. Errr...  Melhor deixar para conversar sobre isso no ano que vem, certo?

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mundo Afora Demais

Se voce é leitor de Vicky MundoAfora de longa data, sabe que essas histórias comecaram em Londres.  Passaram pela Itália algumas vezes de férias, e depois como "casa definitiva".  Voltaram para Londres e hoje se encontram no deserto dos EUA.  E os posts nao necessariamente seguem esta ordem.  Mundo afora mesmo! Ora, nem sempre eu tive computador a disposicao, vivi muita coisa surreal - no Brasil, na Inglaterra, na Itália - e as vezes com uns drinques a mais.  A intencao inicial era registrar essas situacoes inusitadas para poder rir melhor delas mais tarde.  Nem sempre foi possível.  Hoje com a vidinha calma que levo tenho muito tempo para ir me lembrando das coisas e registro o que posso e a memória deixa.

Londres será sempre a minha paixao, o amor geográfico da minha vida.  Se fosse uma pessoa eu teria casado com ela.  Um lugar que me faz feliz só de pensar em estar lá, ou do que vivi lá.  Sinto falta e vou sentir a vida inteira, o lugar onde eu era eu mesma todo o tempo, em tudo o que fazia, nas coisas que encontrava, nas experiencias que vivia.  Para saber quem sou eu basta olhar uma foto minha em Londres.  Qualquer uma.  Aquela sou eu, no lugar que meu coracao adotou.



A Itália foi um breve sonho que virou pesadelo e seguiu-se uma enorme frustracao.  Viver em estado de ópera é drama demais na vida de uma pessoa.  Serviu para me ensinar porque meus antepassados saíram de lá e nao queriam nem ouvir falar em Veneza depois.  Foi um hiato para mostrar que meu lugar é mesmo Londres.

EUA, bem aqui estou.  Casada e com a vida diferente.  Nao é mais o que eu quero, mas o que é certo para nós dois fazermos juntos.  A vida muda mesmo.  E eu gosto muito da minha vida de casada, nao importa se morando aqui ou na China.  Nunca quis vir nesse lugar, nem Disney de presente de 15 anos.  Nunca tirei visto ou tentei tirar visto para entrar aqui nem por 15 minutos.  E ouvir do agente de imigracao, quando fazia escala num voo para Londres, muitos anos atrás: "e por que voce nao tem visto para os EUA? Passaporte novo? Seu visto foi recusado quantas vezes?".  Minha mae me ensinou boa educacao e eu nao sou doida de discutir com agente de imigracao de país pouco confiável, portanto, respondi, nao o que queria, mas: "eu nunca quis entrar aqui, nunca pedi visto nenhum, estou indo para Londres."  Por dentro, bem Carlota Joaquina, bati muito bem os meus pés antes de entrar no aviao para a Europa.  E hoje, aff...  já faz um ano que estou morando no Novo México.  A vida MUDA!

Se vou para outro lugar ainda?  Nao dá para saber.  E também estou cansada, já estou saindo dos 30, chega de aventura agora.  Nao é mais só eu e a mochila, a bagagem é muuuuuito maior hoje, essas coisas tem que parar um dia.  E a gente tem que viver no lugar onde está, se adaptar com o ambiente novo, as pessoas diferentes e o email e telefone para amenizar a saudade dos que ficaram longe.  A gente se adapta e se acostuma sempre, querendo ou nao.  E o blog fica aqui para eu dar umas boas risadas de vez em quando.  É o caderno de memórias tecnológico.

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lapso de Conto de Fadas

O dia comecou na noite anterior quando a mamma aqui ficou acordada preparando sanduíches para o nosso piquenique na floresta.  O maridao reforcou: "Vamos sair de casa antes das 8".  Tudo bem. Domingo, 1:30 da tarde entramos no carro.  Eu, na maior felicidade maria-gasolina, 2horas e meia de estrada para chegar na floresta.  Adoro andar de carro.

Aqui é o deserto, certo? É, geograficamente falando, mas chegando na floresta, uma baita chuva. Alegria de quem nasceu no deserto é andar na chuva. Só que eu nasci em Niterói, no Rio de Janeiro mesmo, imagina a minha alegria... E piquenique na floresta é coisa de chapeuzinho vermelho. Mas essa aqui era a Chapeuzinho Amarelo mesmo.


Debaixo de toda aquela água, que a foto nao mostra, fiz um inocente comentário com o marido: "To com fome. Se nao estivesse chovendo a gente poderia ter trazido os sanduíches de atum para comer aqui."  E ele responde: "Atum aqui pode ser perigoso, é a comida preferida dos ursos."  "Gerald, QUE URSO?" "Nao te falei que aqui tem ursos? Mas eles nao ficam por aqui nao, ficam lá atrás."  Como ele nao me disse isso antes?  Nessa história nao era lobo mau, vovozinha e cacador?

Continuamos a trilha e vem uma família correndo para tirar fotos dos FILHOTES DE URSO que estavam brincando nas árvores a uns 50 metros da gente.  Ali eu já queria sair correndo.  Até que alguém aponta: "A mae tá ali naquela moita."  Fiquei histérica, com medo de sair correndo e atrair a atencao do bicho, e o Gerald na maior calma tira a máquina do bolso e quer continuar a trilha.  Os ursos seguem andando no meio do mato e vao na mesma direcao da trilha que o Gerald quer fazer.  Quando eu vejo a mae-urso sair do mato e pegar o mesmo caminho que a gente NA NOSSA DIRECAO eu nao vi mais nada, corri muito e sei lá do Gerald com a camera na mao.





Do jeito que as fotos sairam tremidas, nao adianta botar culpa na chuva sozinha.  O Gerald  que falou "estar acostumado a andar perto deles", acabou entrando junto comigo na casa da família urso da Cachinhos Dourados.  E eu é que nao queria saber se tinha mingau dando sopa, ou quem virava janta eramos nós.

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Festa Country


Sabe aquelas festinhas americanas que a gente ve nos filmes e pensa "que horror!"?  Pois é, participei de uma no final de semana e até me diverti muito.  Foi a festa de 30 anos de formatura de escola do meu marido.  Acho bem legal a mobilizacao deles em reunir todo mundo, ano passado completei 20 anos de formatura e ninguém da minha época se interessou em fazer nem um churrasco.

Enfim, foram 3 dias de festas: o primeiro dia, informal, num bar muito legal - que era o antigo cinema da cidade e foi resgatado do desmanche por um primo, o Harla Mays.

Repare nas filas de cadeiras de cinema que foram salvas, muito legal.  O telao foi mantido e dependendo do dia passa filmes ou vídeos de bandas diversas. Repare também nas paredes, cheias de tralhas. Amo esse lugar, além da comida ser boa.

O segundo dia, formal, conceito que o pessoal aqui na roca nao sabe muito o que significa, tinha de cowboy a roqueiro e camisa xadrezinha.  Nesse dia eu já esperava por isso mesmo e nem me dei ao trabalho de me arrumar muito.  E o mais chocante da noite: line dancing...  Isso foi praga de uma amiga minha em Londres quando eu falei do meu marido pra ela e que eu estava de mudanca para o deserto. Ela disse: "aeeee, vai comecando a treinar para line dancing em cada festinha que voce for..."  E dessa nao escapei mesmo. Ainda bem que meu marido também nao gosta de música country, senao eu estaria perdida.




























Pena que as fotos do Sheriff's Posse  aqui nao mostram a decoracao do globo de espelhos e uma cabeca de boi atrás. É tao legal o lugar que nem website tem.  É lá onde fazem rodeio, exposicao de gado e festa da colheita de alfafa.  Ainda vou fazer um post sobre o lugar, porque tem um balcao com uma cabeca de alce gigante e eu quero tirar uma foto lá. :D

O terceiro dia foi um picnic num parque que fica no fundo da escola onde eles estudaram.  Mas nesse dia fez um calor de 50 graus, eu só conseguia ver a garrafa d'água na minha frente e nem sei do que conversaram.  Passei o dia desidratada e nem consegui ir a missa.

Nao teve um dia preferido, cada um foi divertido a seu modo, eu conhecia umas 2 ou 3 pessoas só, mas foi todo  mundo simpático comigo, a exceção de algumas poucas mulheres, como sempre.  Aquela cara de nojo quando se ouve que alguém é estrangeira eu já conheco de longas datas.  Enfim, foi a primeira vez que pude tomar uma cerveja em semanas...  Tava precisando.

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