Picture SNOWSHOEING IN SANTA FE (NEW MEXICO, USA, March 2010)

Vicky Mundo Afora ou Mundoafora? Nao importa. É vida de imigrante. O mundo eh tao grande. Por que deveria passar minha vida inteira no Rio de Janeiro? Preciso viver e falar outras linguas, viver com e como outras pessoas. Um dia eu volto. Para onde? Ora, para casa. Onde eh casa mesmo?



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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Terremoto na Itália

Do tempo que vivi na Itália eu passei por 2 terremotos, nenhum deles foi uma experiencia memorável, tanto que só me lembrei disso hoje ao ver o estrago acontecido no Abruzzo. E com isso talvez tenha entendido o comportamento histérico de algumas das 60 moradoras do convento.

A primeira vez eu estava em sala de aula. Se a aula me interessa, eu entro em transe e nao vejo nada em volta, totalmente focada no assunto do meu interesse. E por isso fiquei irritada com o tranco que levei na minha cadeira, olhei pro lado para reclamar e... nao tinha ninguém. Olhei para o resto da turma e todos estavam com os olhos arregalados. Nao entendi nada quando o Guido mandou todo mundo levantar e sair do prédio rápido. Era um terremoto. Voltamos a aula depois de meia hora. Nao sei o que passou pela minha cabeca, porque aquilo ali em nada se parecia com a ideia que eu tinha do que seria um terremoto. Mas se nunca havia estado no meio de um deles, como saber?

Uns dois meses depois eu estava no convento dormindo e sou acordada por gritos e murros na porta do meu box. "Cosa succede, pazze?" Tava furiosa, odeio ser acordada aos gritos.
- Terremoto! Terremoto!
- Nao to sentindo nada mexendo.
- Foi meia hora atrás.
- Me chama se balancar de novo.
- Cazzi tuoi!
- Ma va afanc...

Acho que das 60, umas 35 passaram a noite na rua, afastadas do prédio, mas se fazendo sentir presentes pelo volume de voz. No dia seguinte fiquei sabendo que a escandalosa que batia na minha porta havia perdido parte da família e a mae num terremoto, sei lá onde, se Basilicata, Puglia, algum lugar "giú". Muito embora nada tenha acontecido conosco ou na cidade de Treviso, a bichinha ficou em estado de choque uns 2 dias, levou uma cadeira reclinável e cobertor e passou a noite no quintal nos próximos dias. Quando fui me desculpar, ela comecou a chorar de nervoso. Como a aquela altura a minha má vontade com os italianos já era altíssima, o episódio serviu para eu baixar a guarda um pouco e ver que nem toda histeria era fruto de gente tresloucada. Naquela situacao, eu é que nao estava vendo "de onde eles vinham".

8 comentários:

Família Bastos disse...

Deve ser terrivel passar por uma experiencia desse porte. Um trauma para toda a vida.

Bjs

Julia

Helena disse...

Olá! Obrigada por ir lá no meu blog! Seja bem vinda!!! Você tá em londres há quanto tempo? Bem..quem sabe um dia não nos esbarramos pela Trafalgar Square :)
beijos!

Leonardo Calvão Brollo disse...

Olá, Vicky.

Eu estava procurando o nome do meu bisavô no Google e os resultados me levaram ao seu blog. No seu post de 12/09/03 você escreveu o seguinte: "Onde tem um arquivo que eu possa encontrar Giuseppe Fioravanti Brollo, em torno de 1867 , e seus irmaos fratelli gemelli Luigi e Riccardo Brollo nascidos entre 1874-1877?". Coinscidentemente, o meu bisavô também se chama Ricardo Brollo e nasceu em 26/10/1876, na comune de Meolo. Será que o "seu" Riccardo seria o mesmo "meu"?
Estou levantando informações para realizar o pedido de cidadania. Você é italiana? Poderia me dar uma luz?

Obrigado.

Leonardo Calvão Brollo.

Nova Friburgo - RJ

PS: Não me confundir com Leonardo Macedo Brollo, o qual me informou que já conversou com você há um tempo atrás, mas perdeu o contato. Eu e ele estamos juntos tentando a cidadania.

Um abraço.

Vicky disse...

Leonardo, é o mesmo sim, eu acredito. E já tenho a minha cidadania também. Como o meu bisavó nao é o mesmo que o seu, o meu processo nao ajuda no seu. Conhece o Alexandre Brollo de Jacarepagua? Ele é bisneto do Ricardo também e tem toda a nossa árvore genealógica. Vou passar o contato dele por email para voce.

O mais difícil vc já tem, é só escrever ao comune de Meolo e pedir seu documento que eles enviam. E conseguir os documentos de toda a linhagem até chegar a voce - o que é um saco!

Um abraco.

dan disse...

posso imaginar pq vc não percebeu que era um terremoto. o terremotinho que teve aqui em sampa foi bem estranho. parecia qdo. alguém encosta na mesa e fica chacoalhando o pé. era uma coisa tão besta, que só soube que era terremoto pela internet...

Brunão Mafiotecano disse...

Vicky...

Vi aqui no seu blog que vc é bisneta de Ricardo Brollo. Eu tb sou. Se vc puder, me passa um email seu pra me passar mais informações, e tb sobre esse contato que vc disse do Alexandre que tem a aárvore genealógica da familia.

Muito obrigado!

Anônimo disse...

Olá como vai?
Eu moro no Rio Grande do sul estou buscando informações sobre a familia Brollo eu tenho algumas informações mas o que eu tenho não é o suficiente para oq eu pretendo gostaria de obter mais informações sobre nossa familia!!!
meu e-mail é fortesm83@hotmail.com
desde já agradeço.

Jucemara disse...

Oi Vitorinha! Lembra de mim, Juce, sua prima paranaense. Sem querer te achei aqui e fiquei muito feliz. Dê noticias no meu e-mail: jubacopetti@gmail.com. Beijos, Juce

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