Picture SNOWSHOEING IN SANTA FE (NEW MEXICO, USA, March 2010)

Vicky Mundo Afora ou Mundoafora? Nao importa. É vida de imigrante. O mundo eh tao grande. Por que deveria passar minha vida inteira no Rio de Janeiro? Preciso viver e falar outras linguas, viver com e como outras pessoas. Um dia eu volto. Para onde? Ora, para casa. Onde eh casa mesmo?



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domingo, 25 de julho de 2010

Fazendo Compras no Brasil e no Mundo

Nunca fui de comprar muitas roupas até porque sou muito "clássica", nao gosto muito de nada que nao possa usar por mais de uma estacao, nao compro mesmo.  E odeio experimentar.  Roupas descartáveis de Topshops e afins, nunca veem a cor do meu dinheiro - vagabundas e horrorosas, coisas que só para adolescentes mesmo.  E talvez por isso, sempre acabei gastando muito mais com cosméticos e sapatos do que com roupas.  A louca da bolsa eu também nunca fui, porque tenho horror de ficar trocando de bolsa todo dia, uso uma só por um tempao, mesmo tendo mais no armário.

Musa.  Quando crescer quero ser igual a ela.

Desde que comecei a ganhar meu próprio dinheiro que passei a ser muito mais seletiva no que compro, do tipo "nao compro sapato vagabundo só porque é bonitinho, prefiro um bom par a 10 vagabundos".  Quando voce comeca a funcionar assim, qualidade em lugar de quantidade, é meio desesperador porque voce nao pode ter muita coisa de repente, isso leva tempo.  Mas com o passar dos anos, voce vai colecionando um acervo bem interessante.  Fui para a Inglaterra a primeira vez com uma mochila só com roupas pretas, o resto veio depois, e meu armário no Brasil continuou cheio por um bom tempo.  Ao longo dos anos fui levando mais coisa, até que na Itália roubaram tudo o que eu tinha.  Voltei a estaca zero, e até hoje procuro por coisas que depois lembro que foram roubadas.  Enfim...

Sei que estou numa posicao privilegiada agora por morar fora, assim posso comparar várias coisas em lugares diferentes e decidir o que é melhor para mim.  No Brasil, pelo que leio nos vários blogs, as meninas ainda tem a ilusao, deslumbramento, de que tudo o que vem de fora é melhor.  Eu já impliquei com isso inúmeras vezes, sei que nao é bem assim, e em muitos casos, é exatamente o contrário.

Meu Karen Millen da festa de casamento no NM. Como é que eu nao consigo encontrar minha foto vestida com ele?
Comprar roupas no Brasil sempre foi um caos para mim pois tudo é feito para mulher sem peito e com bunda enorme - e eu nao me enquadro em nenhuma das duas descricoes.  Além de que no Brasil só vende uniforme, todo mundo se veste igual, vai a festas de vestido preto e as lojas só vendem a mesma coisa.  Caso voce queira algo diferente ou mais clássico, desiste.  Nao conseguia comprar nem as roupas que sao consideradas "básicas" em programas de estilo, elas nao existem para vender.  Já na Inglaterra, onde tudo é liberado, voce está mesmo livre para comprar só o que gosta e consegue encontrar o que veste bem para todos os biotipos.  Tinha as minhas lojas cativas, da qual sinto uma falta absurda pois nao existem aqui no cafundó dos judas onde moro hoje: Zara, para os básicos do dia-a-dia, Massimo Duti, a irma rica da Zara e a Karen Millen, onde qualquer coisa me serve sem fazer esforco, e sempre com a mesma numeracao.  Agora, sapatos, tirando a Itália em lojas mais caras, só dá para comprar no Brasil, e só compro da Arezzo e da Swans (nao entendi como nao apareceu no google, nem pelo endereco, sao os melhores sapatos do Rio, os mais bonitos e mais caros também).  Todos os que tentei comprar em outras lojas foram para o lixo (né, Antonella?).

Boots e Walgreens, comparar é piada de mau gosto
A respeito de produtos para a pele e maquiagem, posso comparar pouco.  Com o calor do Rio de Janeiro fica até ridículo alguém sair maquiado no verao, escorre tudo.  Em Niterói eu só usava protetor solar, pó e batom, talvez lápis e rímel também.  Quando cheguei em Londres, com o frio e o cinza, se voce nao usa maquiagem, voce literalmente desaparece.  Tem que ter uma cor no rosto.  E foi lá que adquiri esse hábito.  Entre os zilhoes de trabalhos que tive por lá, o mais "permanente" foi vendendo cosméticos por 5 ou 6 anos, quando conheci de tudo um pouco, principalmente minha pele, e cheguei ao privilégio de ter encontrado alguns produtos perfeitos para mim, depois de experimentar zilhoes.  Sempre de graca, claro - por isso tinha aquele emprego de "Consultora de Beleza" nas lojas de departamento.  Devo reconhecer que existe uma enome vantagem no exterior, quando voce quer comprar algo, pode experimentar antes, e levar amostras para casa para testar.  Quanta coisa eu só comprei depois de usar as amostras.

Agora eu chego aqui no deserto, um fim de mundo onde nao tem nada, e essa gente daqui só fala em compras.  Nao a toa esse é o país mais consumista e fútil do mundo, compram porque nao tem nada melhor para fazer.  É claro que dá uma dorzinha, mas ainda bem que vim de Londres com um estoque enorme de tudo o que preciso e ainda vao durar um bom tempo.   Aqui tudo custa MUITO mais caro.  Quem sabe até lá eu nao consigo voltar a Londres, ou passar uma temporada no Brasil com a minha mae?  Sonhar nao custa nada, e nem precisa ser carnaval.

***

Comecei o post para falar de uma coisa e descambei para outra completamente diferente.  Tudo bem, ninguém sabe do que ia falar mesmo, fica para o próximo.

***

2 comentários:

Felipe disse...

Oi Vick,de nada.
Estou estudando bastante para poder atigir meus objetivos,eu queria estar morando fora já,mas infelizmente não tenho dinheiro,estudando eu chego lá.

Abraços

Vicky disse...

É só ter paciencia. Desde os 9 anos de idade que eu queria ir para Londres, e desde os 14 que eu pensava em ir morar no exterior. Com 28 eu larguei emprego e tudo mais, uma (UMA só) mochila nas costas, e fui. Acredite, seu dia chega também.

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