Picture SNOWSHOEING IN SANTA FE (NEW MEXICO, USA, March 2010)

Vicky Mundo Afora ou Mundoafora? Nao importa. É vida de imigrante. O mundo eh tao grande. Por que deveria passar minha vida inteira no Rio de Janeiro? Preciso viver e falar outras linguas, viver com e como outras pessoas. Um dia eu volto. Para onde? Ora, para casa. Onde eh casa mesmo?



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sábado, 7 de maio de 2005

Cuidado com as drogas!!!!

Ainda bem que eu to longe!!!

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de experimenta, depois quando você quiser é só parar..." e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em seguida um do Leandro e Leonardo. Achei legal, uma coisa bem brasileira; Mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "amigo" e acabei comprando pela primeira vez.

Lembro que cheguei na loja e pedi:- Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano. Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc. Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo coisas piores: o Tchan, Companhia do Pagode e muito mais. Após o uso contínuo, eu já não queria saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer os quadris como eu nunca havia mexido antes. Então, meu amigo me deu o que eu queria, um CD do Harmonia do Samba.

Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, razão do meu existir. Pensava só nessa parte do corpo, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais...

Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show e ao encontro dos grupos Karametade e Só Pra Contrariar, e até comprei a Caras que tinha o Rodriguinho na capa. Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro. Meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo Não deu outra: entrei para um grupo de pagode.

Enquanto vários outros viciados cantavam uma música que não dizia nada, eu e mais outros 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorríamos e fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a Coletânea "As melhores do Molejo". Foi terrível!! Eu já não pensava mais!!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas miseráveis e letras pouco arrojadas.

Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, ao limiar da condição humana, quando comecei a escutar popozudas, bondes, tigres, MC Serginho, Lacraias, motinhas e tapinhas.

Comecei a ter delírio e a dizer coisas sem sentido e quando saía à noite para as festas, pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas que queriam me mostrar o caminho das pedras... Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: Ki-Kokolexo.

Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de MPB, Bossa-Nova, Rock Progressivo e Blues. Mas o médico falou que eu talvez tenha de recorrer ao Jazz, e até mesmo a Mozart, Beethoven e Bach.

Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam a visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável, distante. Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:

- Não ligue a TV no domingo;
- Não escute nada que venha de Goiânia ou do interior de São Paulo;
- Não entre em carros com adesivos "Fui.....";
- Se te oferecerem um CD, procure saber se certificar que o artista não foi ao programa da Hebe e/ou ao Domingo Legal do Gugu;
- Evite mulheres que gritam histericamente quando vê um artista;
- Não compre um CD que tenha mais de 6 pessoas na capa;
- Não vá a shows em que os suspeitos façam passos ensaiados;
- Não compre nenhum CD que tenha vendido mais de um milhão de cópias no Brasil;
- Não escute nada em que o autor não consiga uma concordância verbal mínima.

A vida é bela!!!! Eu sei que você consegue!!! Diga não às drogas!! Por favor, ajudem a passar esta mensagem...

***

PS - Circula pela internet que Luiz Fernando Veríssimo é o autor deste texto, mas na verdade é Victor Trucco. Ainda assim, divulgue este texto e cuide muito bem dos seus filhos...

3 comentários:

Antonio disse...

Muito bom o seu blog!!!! É muito difícil fazer-se conhecer um blog, eu criei também um blog, mas encontro dificuldades em “mostrá-lo” para um número maior de pessoas! Mas parece que isto virá com o tempo e evidentemente conteúdo do blog, por falar em conteúdo o seu é muito bom! Parabéns. De uma passadinha no meu e se não quiser comentar, diga Olá!
http://antoniofnogueira.blogs.sapo.pt/

Anônimo disse...

Ola!! faz um tempo q entro aqui no seu blog, acho mto legal o q escreve por aqui. Estava pensando sobre o assunto q vc escreveu sobre achar ( meu caso) uma mulher q seja como minha mae...tao estranho esse mundo de hj, separacao, pessoas q ficam por interesse...meus pais completam tb 45 anos de casado! Sobre drogas acho ridiculo esse vicio, tantas coisas boas na vida e a pessoa se estragar com isso, de ultima!
Bom, eu nao tenho blog, mais vo estar sempre por aqui comentando...se quiser anotar meu e-mail é pedroweis@hotmail.com e messenger tb! Grande Abraco Pedro.

Anônimo disse...

: D fantastico!! Estou rindo até agora...
Abraços,
Marta

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