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Picture SNOWSHOEING IN SANTA FE (NEW MEXICO, USA, March 2010)
Vicky Mundo Afora ou Mundoafora? Nao importa. É vida de imigrante. O mundo eh tao grande. Por que deveria passar minha vida inteira no Rio de Janeiro? Preciso viver e falar outras linguas, viver com e como outras pessoas. Um dia eu volto. Para onde? Ora, para casa. Onde eh casa mesmo?
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Por Hora, Nada
Não tenho estado mais com a menor vontade de escrever nada. Talvez mais tarde. Talvez. Por hora, nada.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Como Virar Cebola no Inverno - Video
Como Virar Cebola no Inverno - Video
Não tem muito como fugir. Já falei em vários posts sobre o inverno que o único meio de se proteger do inverno rigoroso é se vestir em camadas, virar cebola no inverno é uma necessidade. É claro que não estou falando de inverno de 15°C positivos, mas sim, negativos...
A não ser que eu mesma faça um vídeo sobre o assunto (será?), não encontrei nada em português, mas em inglês existem vários no youtube. Selecionei esse porque o cara fala devagar e explica bem, mas não tem legendas, sorry. É claro que esse não é um vídeo de moda, é um vídeo sobre proteção. E o que é demonstrado no vídeo, é o mesmo que eu já falei nos outros posts, como podem ler aqui. E é claro que, como o apresentador do vídeo é homem, ele está muito menos interessado em ficar bonitinho do que eu.
Não tem muito como fugir. Já falei em vários posts sobre o inverno que o único meio de se proteger do inverno rigoroso é se vestir em camadas, virar cebola no inverno é uma necessidade. É claro que não estou falando de inverno de 15°C positivos, mas sim, negativos...
A não ser que eu mesma faça um vídeo sobre o assunto (será?), não encontrei nada em português, mas em inglês existem vários no youtube. Selecionei esse porque o cara fala devagar e explica bem, mas não tem legendas, sorry. É claro que esse não é um vídeo de moda, é um vídeo sobre proteção. E o que é demonstrado no vídeo, é o mesmo que eu já falei nos outros posts, como podem ler aqui. E é claro que, como o apresentador do vídeo é homem, ele está muito menos interessado em ficar bonitinho do que eu.
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sábado, 4 de janeiro de 2014
Natal no Velho Oeste
Nos últimos anos tenho passado o Natal no Velho Oeste americano. O Novo México é diferente de tudo o que se espera de uma viagem aos EUA. Atualmente somos mais famosos por ser a casa de Breaking Bad - Jesse Pinkman foi meu vizinho, literalmente. Não muitos anos atrás, os filmes do Velho Oeste, as Sessões Bang Bang dos sábados a tarde, eram mais famosos, fazendo principalmente Albuquerque e Santa Fé nomes bem conhecidos no mundo inteiro, por seus cowboys, paisagens áridas e cidadezinhas empoeiradas.
O Sudoeste americano tem como principal característica a mistura de populações nativas indígenas e dos colonizadores espanhóis, que chegaram aqui no século XV. Some-se a isso a enorme quantidade de imigrantes mexicanos que se fixaram aqui durante o último século - ilegais ou não. O estado do Novo México é de população majoritariamente católica, e aqui as tradições das principais festas religiosas foram mantidas quase que intactas ao longo dos séculos, desde a vinda dos primeiros missionários jesuítas. Por isso temos a impressão de entrar no passado quando começam as movimentações de Natal.
A parte mais bonita da noite de Natal no Velho Oeste (e isso não se limita a Albuquerque, mas existe em todo o estado) são as Luminárias: pequenas sacolinhas de papel, com areia no fundo para estabilizar, e uma vela acesa dentro. Essas luminárias são espalhadas pelas ruas, decorando todas as calçadas, e em alguns lugares existem luminárias elétricas, enfeitando os telhados - que são retos, não inclinados. As famílias se mobilizam e tem um exército de pessoas, preparando a decoração das ruas na tarde da véspera de Natal. Todos apagam suas luzes externas nessa noite, para deixar a iluminação das velas sobressair, e o que vemos é uma ambientação mágica.
A primeira vez que cheguei aqui, achei que havia entrado numa máquina do tempo, um livro de história. É claro que existe a cidade "moderna", mas o impacto de visitar Old Town, é impressionante. Tive a nítida sensação de que apareceria um cowboy num cavalo, a qualquer instante, disparando tiros a esmo. Não aconteceu, mas a expectativa é a mesma cada vez que vou a Old Town Albuquerque ou Santa Fé - que é a capital do estado.
Nesse ano de 2013, não tivemos um Natal branco, mas nevou bastante umas semanas anteriores ao Natal. E o frio é, bem, frio mesmo. Estamos no deserto, humidade do ar é baixíssima, o frio corta, principalmente quando há vento. Enquanto a neve cai, a temperatura é amena, mas o pior frio é depois que está tudo no chão e se cristaliza em gelo. Por sorte, esse não é dos estados mais frios, e grande parte da neve na cidade degela rápido. Ao contrário do que acontece nas nossas montanhas, que são parte do conjunto das Montanhas Rochosas. O Novo México é um estado rico em estações de esqui, algumas conseguem se manter abertas até o início de abril. É frio, mas é mais divertido ficar na neve fazendo algo do que só olhando e congelando.
Durante a temporada de Natal, o que mais gosto de fazer é visitar o "River of Lights" (literalmente, Rio de Luzes), que é montado ao longo do Jardim Botânico em Albuquerque, a beira do Rio Grande, com várias esculturas de luzes, e todos vão visitar a noite. O frio que faz, é uma maravilha!
Mesmo com todo o frio, distância da família, tem coisas boas que aprendemos a apreciar. A nova família que encontramos aqui, o calor de nossas casas aquecidas, abraços. Toda gastança e mediocridade associados ao Natal de hoje em dia, e pelo qual os EUA são tão famosos o ano inteiro, podem sim passar longe, e aproveitamos o que a estação tem de melhor, se soubermos apreciar.
Nos próximos dias estarei subindo as montanhas, e pretendo dar bom uso aos meus snowshoes novamente.
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| Decoração de Natal na igreja de São Felipe de Neri, em Old Town Albuquerque |
A parte mais bonita da noite de Natal no Velho Oeste (e isso não se limita a Albuquerque, mas existe em todo o estado) são as Luminárias: pequenas sacolinhas de papel, com areia no fundo para estabilizar, e uma vela acesa dentro. Essas luminárias são espalhadas pelas ruas, decorando todas as calçadas, e em alguns lugares existem luminárias elétricas, enfeitando os telhados - que são retos, não inclinados. As famílias se mobilizam e tem um exército de pessoas, preparando a decoração das ruas na tarde da véspera de Natal. Todos apagam suas luzes externas nessa noite, para deixar a iluminação das velas sobressair, e o que vemos é uma ambientação mágica.
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| Decoração de Luminárias de Natal, em Albuqueque. |
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| Véspera de Natal em Old Town Albuquerque |
Nesse ano de 2013, não tivemos um Natal branco, mas nevou bastante umas semanas anteriores ao Natal. E o frio é, bem, frio mesmo. Estamos no deserto, humidade do ar é baixíssima, o frio corta, principalmente quando há vento. Enquanto a neve cai, a temperatura é amena, mas o pior frio é depois que está tudo no chão e se cristaliza em gelo. Por sorte, esse não é dos estados mais frios, e grande parte da neve na cidade degela rápido. Ao contrário do que acontece nas nossas montanhas, que são parte do conjunto das Montanhas Rochosas. O Novo México é um estado rico em estações de esqui, algumas conseguem se manter abertas até o início de abril. É frio, mas é mais divertido ficar na neve fazendo algo do que só olhando e congelando.
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| Neve no Rio Grande, que corta a cidade de Norte a Sul. Ou será de Leste a Oeste? |
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| Tão frio que até as árvores usam cachecol durante o River of Lights |
Mesmo com todo o frio, distância da família, tem coisas boas que aprendemos a apreciar. A nova família que encontramos aqui, o calor de nossas casas aquecidas, abraços. Toda gastança e mediocridade associados ao Natal de hoje em dia, e pelo qual os EUA são tão famosos o ano inteiro, podem sim passar longe, e aproveitamos o que a estação tem de melhor, se soubermos apreciar.
Nos próximos dias estarei subindo as montanhas, e pretendo dar bom uso aos meus snowshoes novamente.
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Obs. - As fotos estão meio misturadas, mas são ou do meu celular, ou da câmera do meu querido Gerald.
domingo, 21 de julho de 2013
O Centro de Niteroi no Caminho do Capital
É importante que todo niteroiense leia isso e entre na luta. Estão destruindo nossa cidade aos poucos, degradando nossa vida, até que todo espaço se torne insuportável e irrespirável! Essa não é a Niterói onde eu nasci e cresci, e não é a Niterói que eu quero deixar para meus filhos.
O documento O Centro de Niterói no Caminho do Capital foi escrito pela Arquiteta e Doutora Professora-Titular da Escola de Arquitetura da UFF, Regina Bienenstein, possivelmente uma das pessoas que melhor conhece Niterói, em todos os seus cantos, buracos esquecidos, problemas, riscos. Eu não acredito numa prefeitura que não leve em consideração o trabalho sério realizado por Regina e o NEPHU.
A referência para o texto abaixo pode ser encontrada no Facebook, através deste link.
Está em discussão, no município de Niterói, uma proposta de cidade que privilegia o capital imobiliário, oferecida ao Executivo Municipal por três grandes empresas (Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez). Este projeto se utiliza do instrumento Operação Urbana Consorciada (OUC), previsto no Estatuto da Cidade, e propõe a extinção de todas as Áreas Especiais do Centro e suas respectivas normas de uso e ocupação do solo: as Áreas Especiais de Interesse Social (ocupadas por população de baixa renda), as de Interesse Urbanístico (campi da UFF e Caminho Niemeyer) e a de Preservação do Ambiente Urbano. Ou seja, a proposta descarta o processo de planejamento urbano construído ao longo de décadas e sintetizado no Plano Urbanístico da Região das Praias da Baía, de 2002.O projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal é generalista. Sem um plano urbanístico que defina com clareza o que irá acontecer no Centro, sua defesa destaca unicamente os problemas existentes na área, que, na verdade, são decorrentes de falta de manutenção pelo gestor municipal. Aponta para a necessidade de incentivo ao uso residencial, desconhecendo que o Centro de Niterói já é caracterizado pela diversidade de usos, de atividades e de classes sociais. É uma área que apresenta, além do uso comercial e de serviços, vários quarteirões com uso misto e residencial. A proposta não detalha nem fixa normas que permitam o controle da região pelo gestor público local, além de não especificar as obras, o cronograma de sua implementação e os respectivos custos.
Conforme alertado pelo Fórum UFF Cidades em diferentes ocasiões, trata-se de uma verdadeira “caixa preta” (ou um “cheque em branco”) que confere “um poder ilimitado à coalizão formada pela Sociedade de Economia Mista proposta e por empresas privadas, sem controle público efetivo”. Isto fica evidente no controle social obrigatório (artigo 33, item VII do Estatuto da Cidade), para o qual o projeto de lei estabelece um Conselho Consultivo com quatro membros do Executivo e apenas dois representantes da sociedade civil, a serem escolhidos pelo próprio Executivo.
A proposta causará diversos níveis de ruptura, não apenas na área específica da OUC, mas terá reflexos em todo o território municipal, ao permitir a compra do direito de ampliação de gabarito para até 40 andares (duas torres no espaço da atual Estação das Barcas) e até 20 andares (vários edifícios no espaço entre o Terminal de ônibus e a Ponta da Areia, e entre o Caminho Niemeyer e a área urbanizada atual), sendo estimado também que estes investimentos atrairão cerca de 40 mil novos moradores para o Centro.
O Estudo de Impacto de Vizinhança,elaborado pelas mesmas empresas que desenvolveram a proposta, reconhece que o projeto provocará aumento no valor dos imóveis, nos aluguéis e no custo de vida.Assume também que acabará por expulsar as famílias de classe média baixa e as de baixa renda, os pequenos comerciantes e as lojas de atacado, o que é considerado, no documento, como efeito “inevitável, irreversível, negativo e permanente”.
O Projeto de Lei reflete uma visão de gestão urbana que privilegia o “espetáculo” e a “imagem”, em detrimento das verdadeiras necessidades de quem mora, trabalha e frequenta a região. Isto fica claro nos exemplos apresentados: grandes prédios muito iluminados, torres corporativas, objetos arquitetônicos estranhos à nossa paisagem, que, aliás, se sobreporiam às edificações do Caminho Niemeyer.
Conforme tem apontado o Fórum UFF Cidades, existem claros riscos de privatização da cidade embutidos nesse projeto. Instrumentos financeiros e urbanísticos moldarão a paisagem, a serviço de empreendedores e investidores, em obediência a um modelo de intervenção importado, repassando à iniciativa privada a gestão do "novo" espaço, com prejuízo à atenção aos problemas sociais e econômicos reais do Centro.
A Prefeitura quer aprovar um projeto de tamanha magnitude em pouco mais de dois meses e argumenta ter realizado muitas reuniões, com diferentes segmentos, o que caracterizaria a disposição para o debate democrático. Não considera que processos efetivamente participativos exigem disposição para enfrentar, escutar e avaliar críticas e propostas, e ser capaz de incluí-las ou, pelo menos, esclarecer porque não foram aceitas. Nas duas únicas Audiências Públicas, promovidas pelo Legislativo Municipal, e nos debates promovidos pela Escola de Arquitetura e Urbanismo - UFF e pelo Ministério Público, uma sucessão de opiniões divergentes, dúvidas técnicas e propostas de alteração foram encaminhadas por vários setores da sociedade, sem que nenhuma modificação tenha sido feita no projeto de lei que tramita na Câmara.
Temos nos posicionado pela imediata revisão do Plano Diretor aprovado em 1992. O Executivo, como enfatizou o Vice-Prefeito, recusa tal proposta, com o argumento de que imobilizaria a gestão “por até três anos” e impediria a realização de ações importantes para a cidade. Ora, esta afirmativa é falaciosa, pois a elaboração de um Plano Diretor não demanda um longo tempo e não impede a implementação de ações já estudadas e planejadas para a administração cotidiana da cidade. E Niterói já tem alguns Planos que esperam por ser implementados, entre eles, o Plano Local de Habitação de Interesse Social e o Plano Municipal de Redução de Risco, este último de suma importância para evitar novas tragédias, como as já vividas pela cidade em 2010.
O Fórum UFF Cidades tem defendido a recuperação do Centro de Niterói dentro de uma perspectiva social e inclusiva que deve começar com a aplicação de instrumentos do Estatuto da Cidade que contribuam para assegurar a função social da cidade e da propriedade. Em vez de torres que se destacam na paisagem, em conflito com as edificações do Caminho Niemeyer e com a própria ocupação atual do Centro, nossa proposta volta-se para a escala humana e para as reais necessidades da população. No lugar de uma “revitalização” baseada na atração do grande capital imobiliário, que expulsará a população e as atividades tradicionais, nossa proposta aponta para a melhoria dos serviços urbanos; para o estímulo ao aproveitamento dos imóveis vazios e subutilizados como moradia popular e de classe média; a organização do dinâmico comércio popular; a valorização do comércio já presente na área e o incentivo à recuperação do patrimônio edificado.
Por tudo o que foi mencionado e por existirem alternativas que não acirram a exclusão sócio-espacial, o Fórum UFF Cidades defende a imediata retirada do projeto de lei da OUC / Centro de Niterói da Câmara Municipal e reafirma a urgência da revisão do Plano Diretor, iniciativas que permitirão abrir o debate sobre a política urbana e a cidade desejadas pelo cidadão niteroiense.
Até porque a cidade não precisa de mais prédios, nem de novos moradores. Muito menos, de mais carros.
O documento O Centro de Niterói no Caminho do Capital foi escrito pela Arquiteta e Doutora Professora-Titular da Escola de Arquitetura da UFF, Regina Bienenstein, possivelmente uma das pessoas que melhor conhece Niterói, em todos os seus cantos, buracos esquecidos, problemas, riscos. Eu não acredito numa prefeitura que não leve em consideração o trabalho sério realizado por Regina e o NEPHU.
A referência para o texto abaixo pode ser encontrada no Facebook, através deste link.
O Centro de Niterói no Caminho do Capital
Está em discussão, no município de Niterói, uma proposta de cidade que privilegia o capital imobiliário, oferecida ao Executivo Municipal por três grandes empresas (Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez). Este projeto se utiliza do instrumento Operação Urbana Consorciada (OUC), previsto no Estatuto da Cidade, e propõe a extinção de todas as Áreas Especiais do Centro e suas respectivas normas de uso e ocupação do solo: as Áreas Especiais de Interesse Social (ocupadas por população de baixa renda), as de Interesse Urbanístico (campi da UFF e Caminho Niemeyer) e a de Preservação do Ambiente Urbano. Ou seja, a proposta descarta o processo de planejamento urbano construído ao longo de décadas e sintetizado no Plano Urbanístico da Região das Praias da Baía, de 2002.O projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal é generalista. Sem um plano urbanístico que defina com clareza o que irá acontecer no Centro, sua defesa destaca unicamente os problemas existentes na área, que, na verdade, são decorrentes de falta de manutenção pelo gestor municipal. Aponta para a necessidade de incentivo ao uso residencial, desconhecendo que o Centro de Niterói já é caracterizado pela diversidade de usos, de atividades e de classes sociais. É uma área que apresenta, além do uso comercial e de serviços, vários quarteirões com uso misto e residencial. A proposta não detalha nem fixa normas que permitam o controle da região pelo gestor público local, além de não especificar as obras, o cronograma de sua implementação e os respectivos custos.
Conforme alertado pelo Fórum UFF Cidades em diferentes ocasiões, trata-se de uma verdadeira “caixa preta” (ou um “cheque em branco”) que confere “um poder ilimitado à coalizão formada pela Sociedade de Economia Mista proposta e por empresas privadas, sem controle público efetivo”. Isto fica evidente no controle social obrigatório (artigo 33, item VII do Estatuto da Cidade), para o qual o projeto de lei estabelece um Conselho Consultivo com quatro membros do Executivo e apenas dois representantes da sociedade civil, a serem escolhidos pelo próprio Executivo.
A proposta causará diversos níveis de ruptura, não apenas na área específica da OUC, mas terá reflexos em todo o território municipal, ao permitir a compra do direito de ampliação de gabarito para até 40 andares (duas torres no espaço da atual Estação das Barcas) e até 20 andares (vários edifícios no espaço entre o Terminal de ônibus e a Ponta da Areia, e entre o Caminho Niemeyer e a área urbanizada atual), sendo estimado também que estes investimentos atrairão cerca de 40 mil novos moradores para o Centro.
O Estudo de Impacto de Vizinhança,elaborado pelas mesmas empresas que desenvolveram a proposta, reconhece que o projeto provocará aumento no valor dos imóveis, nos aluguéis e no custo de vida.Assume também que acabará por expulsar as famílias de classe média baixa e as de baixa renda, os pequenos comerciantes e as lojas de atacado, o que é considerado, no documento, como efeito “inevitável, irreversível, negativo e permanente”.
O Projeto de Lei reflete uma visão de gestão urbana que privilegia o “espetáculo” e a “imagem”, em detrimento das verdadeiras necessidades de quem mora, trabalha e frequenta a região. Isto fica claro nos exemplos apresentados: grandes prédios muito iluminados, torres corporativas, objetos arquitetônicos estranhos à nossa paisagem, que, aliás, se sobreporiam às edificações do Caminho Niemeyer.
Conforme tem apontado o Fórum UFF Cidades, existem claros riscos de privatização da cidade embutidos nesse projeto. Instrumentos financeiros e urbanísticos moldarão a paisagem, a serviço de empreendedores e investidores, em obediência a um modelo de intervenção importado, repassando à iniciativa privada a gestão do "novo" espaço, com prejuízo à atenção aos problemas sociais e econômicos reais do Centro.
A Prefeitura quer aprovar um projeto de tamanha magnitude em pouco mais de dois meses e argumenta ter realizado muitas reuniões, com diferentes segmentos, o que caracterizaria a disposição para o debate democrático. Não considera que processos efetivamente participativos exigem disposição para enfrentar, escutar e avaliar críticas e propostas, e ser capaz de incluí-las ou, pelo menos, esclarecer porque não foram aceitas. Nas duas únicas Audiências Públicas, promovidas pelo Legislativo Municipal, e nos debates promovidos pela Escola de Arquitetura e Urbanismo - UFF e pelo Ministério Público, uma sucessão de opiniões divergentes, dúvidas técnicas e propostas de alteração foram encaminhadas por vários setores da sociedade, sem que nenhuma modificação tenha sido feita no projeto de lei que tramita na Câmara.
Temos nos posicionado pela imediata revisão do Plano Diretor aprovado em 1992. O Executivo, como enfatizou o Vice-Prefeito, recusa tal proposta, com o argumento de que imobilizaria a gestão “por até três anos” e impediria a realização de ações importantes para a cidade. Ora, esta afirmativa é falaciosa, pois a elaboração de um Plano Diretor não demanda um longo tempo e não impede a implementação de ações já estudadas e planejadas para a administração cotidiana da cidade. E Niterói já tem alguns Planos que esperam por ser implementados, entre eles, o Plano Local de Habitação de Interesse Social e o Plano Municipal de Redução de Risco, este último de suma importância para evitar novas tragédias, como as já vividas pela cidade em 2010.
O Fórum UFF Cidades tem defendido a recuperação do Centro de Niterói dentro de uma perspectiva social e inclusiva que deve começar com a aplicação de instrumentos do Estatuto da Cidade que contribuam para assegurar a função social da cidade e da propriedade. Em vez de torres que se destacam na paisagem, em conflito com as edificações do Caminho Niemeyer e com a própria ocupação atual do Centro, nossa proposta volta-se para a escala humana e para as reais necessidades da população. No lugar de uma “revitalização” baseada na atração do grande capital imobiliário, que expulsará a população e as atividades tradicionais, nossa proposta aponta para a melhoria dos serviços urbanos; para o estímulo ao aproveitamento dos imóveis vazios e subutilizados como moradia popular e de classe média; a organização do dinâmico comércio popular; a valorização do comércio já presente na área e o incentivo à recuperação do patrimônio edificado.
Por tudo o que foi mencionado e por existirem alternativas que não acirram a exclusão sócio-espacial, o Fórum UFF Cidades defende a imediata retirada do projeto de lei da OUC / Centro de Niterói da Câmara Municipal e reafirma a urgência da revisão do Plano Diretor, iniciativas que permitirão abrir o debate sobre a política urbana e a cidade desejadas pelo cidadão niteroiense.
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Para saber mais sobre o NEPHU-UFF e seu papel na gestão de uma Niterói mais justa, e com melhor qualidade de vida para TODOS, sem demagogia e com muito trabalho sério, leia aqui, aqui e aqui. E para conhecer um pouco sobre a História de Niterói e alguns de seus personagens, leia aqui.@rodrigoptneves Única opção viável para #Niteroi é proibir novas construções até que toda infraestrutura seja revista e modernizada.
— Vicky Londres (@vickylondres) July 22, 2013
Até porque a cidade não precisa de mais prédios, nem de novos moradores. Muito menos, de mais carros.
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quarta-feira, 3 de julho de 2013
Fotos de Londres
Para quem quiser ver fotos de Londres, fugindo do batido Turista -Big Ben -TowerBridge, acesse no Facebook
Sao fotos tiradas por um dos melhores fotografos do mundo! ;) O mesmo que tirou quase todas as outras fotos onde eu apareco, aqui no meu blog.
E soh por minha causa, ele fez a foto mais linda do meu predio mais amado em toda minha Londres, que eu coloco aqui, soh de aperitivo:
Sao fotos tiradas por um dos melhores fotografos do mundo! ;) O mesmo que tirou quase todas as outras fotos onde eu apareco, aqui no meu blog.
E soh por minha causa, ele fez a foto mais linda do meu predio mais amado em toda minha Londres, que eu coloco aqui, soh de aperitivo:
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
Mercadinho Mexicano
Fazendo compras no mercadinho mexicano ou, Ai, Minha Paciência! Também seria um bom título.
Eu evito fazer compras no mercadinho mexicano. Não dá. A sua recepcao são aquelas músicas típicas, com homens desafinados berrando, tocando nos alto falantes. Se estou com dor de cabeca, nem entro. Existe também o problema com os laticínios, que já chegam estragados em casa, só para nos dar o trabalho de voltar para trocar. Até que eu percebi que os produtos estavam sempre vencidos. Já comprei farinha de rosca, maizena, pó royal, pó para flan, biscoito maria, leite moça, tudo com a validade vencida. Isso diz muito sobre as condições do mercado. E por que continuo voltando? Porque tem coisa que só vende lá, principalmente semelhantes ao que temos no Brasil: massa de pastel, goiabada, aipim, feijao preto.
Como se isso tudo não fosse o bastante, muitos funcionários nem falam inglês, embora isso não me incomode tanto. De toda forma, já vou preparada para pedir certas coisas através de gestos. Sem o menor constrangimento eu faco "muuu" e dou umas palmadas nas coxas, ao pedir um pedaço de músculo no açougue. Economiza meu tempo, recebo a carne que preciso, e economiza explicações trilíngues sem sentido. Esse é o tipo de situação que nos aguarda no mercadinho.
Cada ida ao mexicano é super rápida, já entro sabendo o que quero. Gerald e eu nos dividimos, vamos cada um para um lado diferente, reunimos o que precisamos e nos encontramos no caixa para sair o mais rápido possível.
Hoje fomos novamente, e eu pedi para o meu marido comprar 1/4 de frango assado enquanto eu recolhia o resto das compras, já que o atendimento do restaurante demora, e muito. Esse frango custa $4,99 e vem com arroz, feijao, salada, pimenta e tortilla, e eh suficiente para 2. Tem um cartaz imenso, em cima do caixa do restaurante, listando os precos do frango assado de acordo com o tamanho que voce quiser: inteiro, 1/2, 1/4. Ja compramos esse 1/4 de frango inúmeras vezes, e é o único na cidade que tem o mesmo gosto dos que compramos no Brasil, por isso que eu insisto.
Quando Gerald pediu "o frango de $4.99" ao mesmo tempo que apontava para o cartaz, o senhor do atendimento comecou a colocar um monte de coisa num pacote e cobrou $10.99. Gerald então retrucou "não pedi isso tudo, só quero esse frango de $4.99" e leu em voz alta o que estava escrito no cartaz em espanhol.
A atendente de outro balcão veio acudir o velho e perguntou o que Gerald queria. Nessa altura, eu já havia terminado minha parte e estava de volta pra encontrá-lo. Presenciei um dialogo surreal:
_ O que o senhor quer?
_ Quero o frango de $4.99.
_ Não tem nenhum frango de $4.99.
_ Mas tá no cartaz (apontando para o cartaz).
_ Tá errado. O preco é $6.99 para meio frango.
_ Mas eu não quero meio frango, quero 1/4, com os acompanhamentos.
_ Nos não temos isso. O frango custa $6.99.
_ (Gerald, já sem paciência puxa o cartaz e mostra pra garota) Então, fala pro seu gerente tirar isso daqui, se voces não servem mais o frango dessa forma.
_ (Com cara de quem se acha muito inteligente, falando com um imbecil) Isso não é frango, isso é um prato.
_ Entao, é esse prato o que eu quero. Pode ser?
Foram quase 20 minutos para conseguir comprar o frango... Desculpe, o prato.
Eu evito fazer compras no mercadinho mexicano. Não dá. A sua recepcao são aquelas músicas típicas, com homens desafinados berrando, tocando nos alto falantes. Se estou com dor de cabeca, nem entro. Existe também o problema com os laticínios, que já chegam estragados em casa, só para nos dar o trabalho de voltar para trocar. Até que eu percebi que os produtos estavam sempre vencidos. Já comprei farinha de rosca, maizena, pó royal, pó para flan, biscoito maria, leite moça, tudo com a validade vencida. Isso diz muito sobre as condições do mercado. E por que continuo voltando? Porque tem coisa que só vende lá, principalmente semelhantes ao que temos no Brasil: massa de pastel, goiabada, aipim, feijao preto.
Como se isso tudo não fosse o bastante, muitos funcionários nem falam inglês, embora isso não me incomode tanto. De toda forma, já vou preparada para pedir certas coisas através de gestos. Sem o menor constrangimento eu faco "muuu" e dou umas palmadas nas coxas, ao pedir um pedaço de músculo no açougue. Economiza meu tempo, recebo a carne que preciso, e economiza explicações trilíngues sem sentido. Esse é o tipo de situação que nos aguarda no mercadinho.
Cada ida ao mexicano é super rápida, já entro sabendo o que quero. Gerald e eu nos dividimos, vamos cada um para um lado diferente, reunimos o que precisamos e nos encontramos no caixa para sair o mais rápido possível.
Hoje fomos novamente, e eu pedi para o meu marido comprar 1/4 de frango assado enquanto eu recolhia o resto das compras, já que o atendimento do restaurante demora, e muito. Esse frango custa $4,99 e vem com arroz, feijao, salada, pimenta e tortilla, e eh suficiente para 2. Tem um cartaz imenso, em cima do caixa do restaurante, listando os precos do frango assado de acordo com o tamanho que voce quiser: inteiro, 1/2, 1/4. Ja compramos esse 1/4 de frango inúmeras vezes, e é o único na cidade que tem o mesmo gosto dos que compramos no Brasil, por isso que eu insisto.
Quando Gerald pediu "o frango de $4.99" ao mesmo tempo que apontava para o cartaz, o senhor do atendimento comecou a colocar um monte de coisa num pacote e cobrou $10.99. Gerald então retrucou "não pedi isso tudo, só quero esse frango de $4.99" e leu em voz alta o que estava escrito no cartaz em espanhol.
A atendente de outro balcão veio acudir o velho e perguntou o que Gerald queria. Nessa altura, eu já havia terminado minha parte e estava de volta pra encontrá-lo. Presenciei um dialogo surreal:
_ O que o senhor quer?
_ Quero o frango de $4.99.
_ Não tem nenhum frango de $4.99.
_ Mas tá no cartaz (apontando para o cartaz).
_ Tá errado. O preco é $6.99 para meio frango.
_ Mas eu não quero meio frango, quero 1/4, com os acompanhamentos.
_ Nos não temos isso. O frango custa $6.99.
_ (Gerald, já sem paciência puxa o cartaz e mostra pra garota) Então, fala pro seu gerente tirar isso daqui, se voces não servem mais o frango dessa forma.
_ (Com cara de quem se acha muito inteligente, falando com um imbecil) Isso não é frango, isso é um prato.
_ Entao, é esse prato o que eu quero. Pode ser?
Foram quase 20 minutos para conseguir comprar o frango... Desculpe, o prato.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
Os Gatos nas Artes
Xiii, nao gosta de gatos? Nao gosta de opera? Acha museu, pintura, escultura, instalacoes, um saco? Fia, voce ta no blog errado! Antes de ir embora porem, aprende um pouco:
Os Gatos nas Artes:
Os Gatos nas Artes:
Miau!
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domingo, 5 de maio de 2013
Vida Boa Tivemos Nos
Vida boa tivemos nos na nossa infancia...
Mais do que saudade do Atari, eu tenho saudade eh das criancas que brincavam comigo naquela epoca, e que o tempo transformou em adultos cinicos...
Mais do que saudade do Atari, eu tenho saudade eh das criancas que brincavam comigo naquela epoca, e que o tempo transformou em adultos cinicos...
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Aquecedor e Drama
Aquecedor e Drama
Chegando no exterior pela primeira vez, eu me deparei com uma novidade que não exite no Brasil: aquecedor central. (Deve existir lá pelo Sul, mas no Rio de Janeiro, não mesmo.) Eu, friorenta crônica, nascida em pleno sábado de carnaval, agradeci aos deuses pela minha nova descoberta, que me libertaria da sensação de freezer, e deixaria muito drama para trás. Ou assim eu acreditava.
Minha primeira vez foi na casa onde estava hospedada por 1 mês, em Oxford. Feliz da vida, batia perna na rua o dia inteiro, nem percebi a existência dele, só que era o lugar perfeito para secar calcinhas depois do banho. De lá, fui passar uns dias na casa de um primo em Londres, e congelava porque a temperatura do aquecedor ficava em 20C, e aquilo pra mim era sofrimento. Ficava dentro de casa vestindo todos os meus casacos.
Um ano depois, chego em Londres, mas dessa vez era para ficar. Os primeiros lugares onde morei, dividia com outras pessoas, não tinha muito controle sobre a temperatura da casa, até chegar a um apartamento em Pimlico, onde o aquecimento era a partir de energia gerada no próprio condomínio, e era tudo ligado automaticamente a partir de outubro. Só lembro do calor! Tinha que usar camiseta e short dentro de casa, e só conseguíamos dormir com a janela aberta, para refrescar.
Esse apartamento em Pimlico é que me ensinou porque o aquecedor não pode ser muito quente. Não é só uma questão de conforto térmico, o aquecedor funciona retirando toda a humidade do ar, e o seu nariz começa a sangrar, o cabelo vira uma palha e a sua pele resseca a ponto de rachar... Só então é que fui entender porque meus primos deixavam a temperatura da casa em 20C. E depois de morar alguns anos mo frio, a resistência aumenta, e naturalmente você deixa de precisar de tantas camadas.
Mesmo que a temperatura da casa esteja "alta" durante o tempo que todos estão acordados, é sempre melhor abaixar para a hora de ir dormir. Sua noite vai ficar muito mais confortável.
Durante o dia, enquanto não tem ninguém em casa, reduza a temperatura, para evitar desperdício de energia, e as contas altas de luz e gás. Casas mais modernas têem termostato programável, e mantém todas as variaçoes constantes durante a semana. Casas mais antigas têm que ser controladas manualmente, mas isso também não é nenhum problema.
Quando viajamos durante o inverno, ou passamos muito tempo fora de casa, nunca deixamos o aquecedor completamente desligado. Isso pode causar um grande problema, com o congelamento do equipamento da casa. Deixe ligado no mínimo positivo que puder. O "prejuízo" com o gás gasto nessa operação, é menor que ter que trocar todo o sistema de aquecimento da casa em pleno inverno.
Hoje em dia, na minha própria casa, no meio do deserto no Novo México, deixo a temperatura da casa em torno de 17graus. Como não existe mesmo humidade no ar dessa terra, a sensação é de menos frio do que nos 20graus em Londres. E aprendi a usar meus potentes cremes para proteger pele e cabelo, tenho uma caixa de lenços de papel em cada superfície da casa, e uso toda a minha lã, muito feliz da vida. Melhor ainda é reclamar com o marido que está frio demais, e tê-lo dividindo o sofá comigo, para me aquecer.
Chegando no exterior pela primeira vez, eu me deparei com uma novidade que não exite no Brasil: aquecedor central. (Deve existir lá pelo Sul, mas no Rio de Janeiro, não mesmo.) Eu, friorenta crônica, nascida em pleno sábado de carnaval, agradeci aos deuses pela minha nova descoberta, que me libertaria da sensação de freezer, e deixaria muito drama para trás. Ou assim eu acreditava.
Minha primeira vez foi na casa onde estava hospedada por 1 mês, em Oxford. Feliz da vida, batia perna na rua o dia inteiro, nem percebi a existência dele, só que era o lugar perfeito para secar calcinhas depois do banho. De lá, fui passar uns dias na casa de um primo em Londres, e congelava porque a temperatura do aquecedor ficava em 20C, e aquilo pra mim era sofrimento. Ficava dentro de casa vestindo todos os meus casacos.
Um ano depois, chego em Londres, mas dessa vez era para ficar. Os primeiros lugares onde morei, dividia com outras pessoas, não tinha muito controle sobre a temperatura da casa, até chegar a um apartamento em Pimlico, onde o aquecimento era a partir de energia gerada no próprio condomínio, e era tudo ligado automaticamente a partir de outubro. Só lembro do calor! Tinha que usar camiseta e short dentro de casa, e só conseguíamos dormir com a janela aberta, para refrescar.
Esse apartamento em Pimlico é que me ensinou porque o aquecedor não pode ser muito quente. Não é só uma questão de conforto térmico, o aquecedor funciona retirando toda a humidade do ar, e o seu nariz começa a sangrar, o cabelo vira uma palha e a sua pele resseca a ponto de rachar... Só então é que fui entender porque meus primos deixavam a temperatura da casa em 20C. E depois de morar alguns anos mo frio, a resistência aumenta, e naturalmente você deixa de precisar de tantas camadas.
Mesmo que a temperatura da casa esteja "alta" durante o tempo que todos estão acordados, é sempre melhor abaixar para a hora de ir dormir. Sua noite vai ficar muito mais confortável.
Durante o dia, enquanto não tem ninguém em casa, reduza a temperatura, para evitar desperdício de energia, e as contas altas de luz e gás. Casas mais modernas têem termostato programável, e mantém todas as variaçoes constantes durante a semana. Casas mais antigas têm que ser controladas manualmente, mas isso também não é nenhum problema.
Quando viajamos durante o inverno, ou passamos muito tempo fora de casa, nunca deixamos o aquecedor completamente desligado. Isso pode causar um grande problema, com o congelamento do equipamento da casa. Deixe ligado no mínimo positivo que puder. O "prejuízo" com o gás gasto nessa operação, é menor que ter que trocar todo o sistema de aquecimento da casa em pleno inverno.
Hoje em dia, na minha própria casa, no meio do deserto no Novo México, deixo a temperatura da casa em torno de 17graus. Como não existe mesmo humidade no ar dessa terra, a sensação é de menos frio do que nos 20graus em Londres. E aprendi a usar meus potentes cremes para proteger pele e cabelo, tenho uma caixa de lenços de papel em cada superfície da casa, e uso toda a minha lã, muito feliz da vida. Melhor ainda é reclamar com o marido que está frio demais, e tê-lo dividindo o sofá comigo, para me aquecer.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Update TV Online
Update TV Online
Brasileiro que mora no exterior sempre procura por programas de TV online em algum ponto da sua vida de expatriado. Esse post curtinho é só um breve update da situação que estou encontrando.
Vocês já devem ter reparado que tenho uma listinha de sites na barra aí ao lado. Esses são os sites que eu uso - ou usava - já que eles variam muito. Tanto por falta de infraestrutura dos sites (afinal, são caseiros), ou por ataques de hackers (como acontece muito com o Tamo Ligado). Outras vezes, o canal desaparece completamente e sem deixar rastro nem no Facebook, como o Seu Canal. Alguns param de postar, como o J4C453JP, no Dailymotion. Ou o todo poderoso canal das novelas deleta toda a programação dos sites, como aconteceu hoje com o Minhas Novelas.
No Minhas Novelas e qualquer canal do DailyMotion eu consigo assistir pelo telefone 4G, e é o que tenho feito nesses últimos dias, sem Internet em casa. O meu problema com o Daily Motion é que ele não "carrega" como o YouTube e o Vimeo, para assistir depois. Nesse site você tem que assistir enquanto baixa os programas. Nem adianta pausar enquanto vai no banheiro, corre o risco do site cair por completo. Sendo assim, só funciona uma janela por vez.
O Tamo Ligado, que eu gosto muito para assistir TV ao vivo, não funciona pelo telefone, nem ao vivo e nem nos programas gravados. Se você clicar em "gravados", abre um anúncio que não sai da tela, e você nunca chega a lugar algum.
A todo poderosa rede plimplim quer forçar as pessoas a assinarem o serviço online deles, que não é atualizado em tempo real, e sequer funciona em Internet portátil. Além de termos que pagar por um serviço que é gratuito no Brasil, no final não conseguimos nem fazer uma assinatura pelo exterior porque não aceitam cartão de crédito que não seja brasileiro. Um absurdo. Se fosse programação de canal por assinatura, eu não teria problema em pagar para assistir online, mas ter que pagar por algo gratuito e ainda por cima não ser aceita como cliente porque não tenho conta bancária no Brasil, é um abuso total.
Sendo assim, vou continuar assistindo minhas novelas através dos sites caseiros, que tem uma dedicação enorme, e trabalham - sem remuneração - só para ajudar quem eles nem conhecem. Apesar de todos os problemas no dia-a-dia.
Brasileiro que mora no exterior sempre procura por programas de TV online em algum ponto da sua vida de expatriado. Esse post curtinho é só um breve update da situação que estou encontrando.
Vocês já devem ter reparado que tenho uma listinha de sites na barra aí ao lado. Esses são os sites que eu uso - ou usava - já que eles variam muito. Tanto por falta de infraestrutura dos sites (afinal, são caseiros), ou por ataques de hackers (como acontece muito com o Tamo Ligado). Outras vezes, o canal desaparece completamente e sem deixar rastro nem no Facebook, como o Seu Canal. Alguns param de postar, como o J4C453JP, no Dailymotion. Ou o todo poderoso canal das novelas deleta toda a programação dos sites, como aconteceu hoje com o Minhas Novelas.
No Minhas Novelas e qualquer canal do DailyMotion eu consigo assistir pelo telefone 4G, e é o que tenho feito nesses últimos dias, sem Internet em casa. O meu problema com o Daily Motion é que ele não "carrega" como o YouTube e o Vimeo, para assistir depois. Nesse site você tem que assistir enquanto baixa os programas. Nem adianta pausar enquanto vai no banheiro, corre o risco do site cair por completo. Sendo assim, só funciona uma janela por vez.
O Tamo Ligado, que eu gosto muito para assistir TV ao vivo, não funciona pelo telefone, nem ao vivo e nem nos programas gravados. Se você clicar em "gravados", abre um anúncio que não sai da tela, e você nunca chega a lugar algum.
A todo poderosa rede plimplim quer forçar as pessoas a assinarem o serviço online deles, que não é atualizado em tempo real, e sequer funciona em Internet portátil. Além de termos que pagar por um serviço que é gratuito no Brasil, no final não conseguimos nem fazer uma assinatura pelo exterior porque não aceitam cartão de crédito que não seja brasileiro. Um absurdo. Se fosse programação de canal por assinatura, eu não teria problema em pagar para assistir online, mas ter que pagar por algo gratuito e ainda por cima não ser aceita como cliente porque não tenho conta bancária no Brasil, é um abuso total.
Sendo assim, vou continuar assistindo minhas novelas através dos sites caseiros, que tem uma dedicação enorme, e trabalham - sem remuneração - só para ajudar quem eles nem conhecem. Apesar de todos os problemas no dia-a-dia.
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Update: O Seu Canal volta a postar hoje -25/02/20013, ou ao menos esse foi o aviso que colocaram no Facebook. Por algum motivo "tecnológico", não estou conseguindo alterar o link na barra a direita, mas os que estão neste post são os corretos.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Perdas e Danos
Perdas e Danos
Ja perdi meu pai, meu irmao, minha avo, alguns amigos. A dor eh imensa, o tempo so transforma, algumas em saudade, outras em decepcao, mas nao acho que a intensidade diminua. Tenho panico de pensar em um dia ficar sem minha mae e sem o meu marido. Onde vou arranjar forcas para viver depois disso?
Pessoas mesquinhas, inveja, fofocas, hipocrisia, tudo isso irrita e faz parte da vida, nao tem como nos isolarmos numa redoma. Ficam muitas cicatrizes, temos que aprender a lidar com essas coisas, sem perder as esperancas e sucumbir aos mal-amados.
Ja perdi meu pai, meu irmao, minha avo, alguns amigos. A dor eh imensa, o tempo so transforma, algumas em saudade, outras em decepcao, mas nao acho que a intensidade diminua. Tenho panico de pensar em um dia ficar sem minha mae e sem o meu marido. Onde vou arranjar forcas para viver depois disso?
Pessoas mesquinhas, inveja, fofocas, hipocrisia, tudo isso irrita e faz parte da vida, nao tem como nos isolarmos numa redoma. Ficam muitas cicatrizes, temos que aprender a lidar com essas coisas, sem perder as esperancas e sucumbir aos mal-amados.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
O Grande Humorista da Vida
O grande Humorista da vida
Tem dias que eu acho que Deus nos colocou aqui para aprendermos a nao nos levarmos muito a serio. Talvez tenhamos que aprender a rir mais de nos mesmos e da vida. Fazer as coisas que parecem tao pesadas ficarem mais leves, afinal, o peso eh soh um efeito da gravidade. O grande Humorista da vida esta la no alto, e aqui ao nosso lado, rindo das nossas situacoes tornadas tao graves pela nossa falta de senso de humor. Sera que estou falando alguma heresia?
Tem dias que eu quero falar, mas cantar eh melhor. E Chico Buarque ja disse o que eu queria dizer mesmo:
Tem dias que eu acho que Deus nos colocou aqui para aprendermos a nao nos levarmos muito a serio. Talvez tenhamos que aprender a rir mais de nos mesmos e da vida. Fazer as coisas que parecem tao pesadas ficarem mais leves, afinal, o peso eh soh um efeito da gravidade. O grande Humorista da vida esta la no alto, e aqui ao nosso lado, rindo das nossas situacoes tornadas tao graves pela nossa falta de senso de humor. Sera que estou falando alguma heresia?
Tem dias que eu quero falar, mas cantar eh melhor. E Chico Buarque ja disse o que eu queria dizer mesmo:
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
No Caminho Para o Aeroporto
No Caminho Para o Aeroporto - Chegando ou Saindo
Lendo random blogs pela internet, esbarrei no Viaje na Viagem com dicas sobre o que vestir no hemisferio norte durante uma viagem curta. Uma das duvidas nos comentarios era sobre como se vestir no caminho para o aeroporto, quando o destino eh gelado, mas a origem eh o Brasil 40 graus. Digo que o inverso, sair do gelo em direcao ao verao brasileiro, tambem eh um drama. A solucao que eu encontrei eh o objetivo desse post.
As dicas oferecidas pelo Ricardo Freire, do referido blog, sao para turistas que nao querem investir em equipamento adequado ao inverno rigoroso. Sao conceitos opostos, vestir-se a turismo e vestir-se no local de moradia. Passar frio para parecer "mais bonito" eh coisa de turista que quer tirar fotos bonitas, mas nao eh pratico para quem precisa viver o dia a dia em baixas temperaturas. Eu passei muito frio nos meus primeiros anos vivendo na Europa por seguir tal tipo de conselho. O frio soh ficou mais suportavel quando comecei a seguir as dicas de gente local, que nasceu no frio. Se voce mora nas zonas geladas do globo, ou quer investir em roupas adequadas para varias viagens, eh melhor ler as dicas que eu ja compilei aqui.
Para quem se recusa a usar um casacao estilo Michelin, sinto muito mas a unica alternativa de protecao termica equivalente eh usar um casaco de pele (real ou sintetico). Nao estou entrando no merito da falta de "verdura" em se usar um casaco de pele, ate porque os meus sao sinteticos. So estou falando em protecao contra o frio. Casacos de la ou cashmere sao lindos mas, alem de serem muito pesados, nao oferecem isolamento termico otimo para baixas temperaturas de inverno, sao mais adequados ao outono/primavera.
Eh impossivel fugir das varias camadas de roupas quando se fala em frio rigoroso. O que varia eh a quantidade e a qualidade das suas camadas. Use os tecidos corretos, e voce podera usar menos camadas e andar mais leve. E essas mesmas camadas "corretas" farao o translado ate o aeroporto mais confortavel. Eu mesma ja passei por esta situacao varias vezes: Viajar para o Brasil entre abril e setembro eh um sonho que so consegui realizar uma vez, e a unica em que a viagem foi realmente confortavel, porque o inverno no Rio de Janeiro tem a mesma temperatura do verao europeu, ou ao menos, do verao ingles.
Eu sinto muito frio, sempre fui assim. Eh lenda e piada na familia o dia que minha mae me vestiu com um poncho sobre o biquini, para ir a praia com meus tios, durante um janeiro qualquer da decada de 70. Hoje minha mae desmente com veemencia, mas tenho todos os primos sacanas como testemunhas. Durmo coberta ateh mesmo no verao, entao, me considerem um caso extremo e adaptem o conceito de vestimenta ao seu proprio grau de friagem interna.
Camisetas e ceroulas (leggings, para as mais frescas) de la merino tem aparencia, textura e conforto de pecas de algodao, mas com a protecao termica da la que regula a temperatura do corpo enquanto permite a evaporacao da humidade da pele. Gostosa no inverno e no verao. Eh o ideal para quem mora no frio, nao vivo sem minhas Smartwool, nunca mais senti frio depois que as descobri . Quem mora no Brasil e nao quer gastar muito com roupas para viagem, use os mesmos tipos de pecas, porem em tecidos proprios para fazer ginastica. Aqueles tecidos sinteticos tem propriedades termicas semelhantes a la porem, sem o mesmo custo e nao tao eficientes. E o importante eh usar algo que seja colado na pele, como primeira camada e que nao seja de algodao. Se alguem quiser lhe vender "roupas termicas" cuja descricao na etiqueta diz 100% algodao, saia correndo. O algodao ira aumentar sua sensacao de frio. Ate o velho truque de usar meia calca cortada como top, eh mais indicado na hora do sufoco no frio intenso.
No Caminho para o aeroporto -
Quando saio de casa, visto uma camiseta de la merino, uma calca confortavel (que obviamente nao eh jeans) e a bota que usarei quando chegar ao meu destino, com ou sem meia, dependendo do calor. Jah no aeroporto, visto uma legging de la por baixo da calca, coloco meias grossas, e um pullover por cima da camiseta. Nas maos carrego um cardiga de cashmere e o casacao de inverno. Na bagagem de mao tem um cachecol de cashmere, uma boina ou gorro, outra meia mais poderosa do que a dos pes, e luvas. Dentro do aviao eu sempre congelo, assim, acabo vestindo quase tudo ali mesmo.
Visto muita roupa no aeroporto e sinto sim um pouco de calor, mas por pouco tempo. Primeiro porque os aeroportos sao sempre frios, e depois os avioes sao congelantes. Porem, o principal motivo eh porque os banheiros dos avioes sao nojentos, e eu nao teria nem tempo para vestir isso tudo com calma, durante o voo.
Nao recomendo meias calcas porque machucarao seus pes durante o trajeto. Experiencia propria. Se voce estiver de legging e meias eh facil ajustar algo que esteja incomodando.
Se o voo for no sentido Geladeira - Forno soh precisa seguir na ordem inversa, e ir retirando as pecas conforme o avancar da viagem. Sinto muito se desapontei, mas nao tem como escapar da sindrome da cebola durante viagens entre estacoes e hemisferios opostos.
Alguns links dos produtos citados ou semelhantes, para ilustrar:
Lendo random blogs pela internet, esbarrei no Viaje na Viagem com dicas sobre o que vestir no hemisferio norte durante uma viagem curta. Uma das duvidas nos comentarios era sobre como se vestir no caminho para o aeroporto, quando o destino eh gelado, mas a origem eh o Brasil 40 graus. Digo que o inverso, sair do gelo em direcao ao verao brasileiro, tambem eh um drama. A solucao que eu encontrei eh o objetivo desse post.
As dicas oferecidas pelo Ricardo Freire, do referido blog, sao para turistas que nao querem investir em equipamento adequado ao inverno rigoroso. Sao conceitos opostos, vestir-se a turismo e vestir-se no local de moradia. Passar frio para parecer "mais bonito" eh coisa de turista que quer tirar fotos bonitas, mas nao eh pratico para quem precisa viver o dia a dia em baixas temperaturas. Eu passei muito frio nos meus primeiros anos vivendo na Europa por seguir tal tipo de conselho. O frio soh ficou mais suportavel quando comecei a seguir as dicas de gente local, que nasceu no frio. Se voce mora nas zonas geladas do globo, ou quer investir em roupas adequadas para varias viagens, eh melhor ler as dicas que eu ja compilei aqui.
Frio nao existe.
O que existe eh roupa inadequada ao clima.
Para quem se recusa a usar um casacao estilo Michelin, sinto muito mas a unica alternativa de protecao termica equivalente eh usar um casaco de pele (real ou sintetico). Nao estou entrando no merito da falta de "verdura" em se usar um casaco de pele, ate porque os meus sao sinteticos. So estou falando em protecao contra o frio. Casacos de la ou cashmere sao lindos mas, alem de serem muito pesados, nao oferecem isolamento termico otimo para baixas temperaturas de inverno, sao mais adequados ao outono/primavera.
Eh impossivel fugir das varias camadas de roupas quando se fala em frio rigoroso. O que varia eh a quantidade e a qualidade das suas camadas. Use os tecidos corretos, e voce podera usar menos camadas e andar mais leve. E essas mesmas camadas "corretas" farao o translado ate o aeroporto mais confortavel. Eu mesma ja passei por esta situacao varias vezes: Viajar para o Brasil entre abril e setembro eh um sonho que so consegui realizar uma vez, e a unica em que a viagem foi realmente confortavel, porque o inverno no Rio de Janeiro tem a mesma temperatura do verao europeu, ou ao menos, do verao ingles.
Eu sinto muito frio, sempre fui assim. Eh lenda e piada na familia o dia que minha mae me vestiu com um poncho sobre o biquini, para ir a praia com meus tios, durante um janeiro qualquer da decada de 70. Hoje minha mae desmente com veemencia, mas tenho todos os primos sacanas como testemunhas. Durmo coberta ateh mesmo no verao, entao, me considerem um caso extremo e adaptem o conceito de vestimenta ao seu proprio grau de friagem interna.
Volto a insistir no valor da la merino e cashmere
- para camadas intermediarias.
Camisetas e ceroulas (leggings, para as mais frescas) de la merino tem aparencia, textura e conforto de pecas de algodao, mas com a protecao termica da la que regula a temperatura do corpo enquanto permite a evaporacao da humidade da pele. Gostosa no inverno e no verao. Eh o ideal para quem mora no frio, nao vivo sem minhas Smartwool, nunca mais senti frio depois que as descobri . Quem mora no Brasil e nao quer gastar muito com roupas para viagem, use os mesmos tipos de pecas, porem em tecidos proprios para fazer ginastica. Aqueles tecidos sinteticos tem propriedades termicas semelhantes a la porem, sem o mesmo custo e nao tao eficientes. E o importante eh usar algo que seja colado na pele, como primeira camada e que nao seja de algodao. Se alguem quiser lhe vender "roupas termicas" cuja descricao na etiqueta diz 100% algodao, saia correndo. O algodao ira aumentar sua sensacao de frio. Ate o velho truque de usar meia calca cortada como top, eh mais indicado na hora do sufoco no frio intenso.
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| Na minha lista de objetos do desejo para esse Natal, nova jaqueta Smartwool - aquece sem pesar. |
No Caminho para o aeroporto -
Quando saio de casa, visto uma camiseta de la merino, uma calca confortavel (que obviamente nao eh jeans) e a bota que usarei quando chegar ao meu destino, com ou sem meia, dependendo do calor. Jah no aeroporto, visto uma legging de la por baixo da calca, coloco meias grossas, e um pullover por cima da camiseta. Nas maos carrego um cardiga de cashmere e o casacao de inverno. Na bagagem de mao tem um cachecol de cashmere, uma boina ou gorro, outra meia mais poderosa do que a dos pes, e luvas. Dentro do aviao eu sempre congelo, assim, acabo vestindo quase tudo ali mesmo.
Visto muita roupa no aeroporto e sinto sim um pouco de calor, mas por pouco tempo. Primeiro porque os aeroportos sao sempre frios, e depois os avioes sao congelantes. Porem, o principal motivo eh porque os banheiros dos avioes sao nojentos, e eu nao teria nem tempo para vestir isso tudo com calma, durante o voo.
Nao recomendo meias calcas porque machucarao seus pes durante o trajeto. Experiencia propria. Se voce estiver de legging e meias eh facil ajustar algo que esteja incomodando.
Se o voo for no sentido Geladeira - Forno soh precisa seguir na ordem inversa, e ir retirando as pecas conforme o avancar da viagem. Sinto muito se desapontei, mas nao tem como escapar da sindrome da cebola durante viagens entre estacoes e hemisferios opostos.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Sao Judas Tadeu
Nao custa lembrar, essa eh a semana da novena de Sao Judas Tadeu. A grande festa eh no domingo, dia 28 de outubro. Entao, para quem quiser praticar o ingles, aqui vai um video com a novena deste ano, direto da Basilica de Sao Judas, em Chicago, EUA.
Sao Judas Tadeu, rogai por nos que recorremos a vos.
Sao Judas Tadeu, rogai por nos que recorremos a vos.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Politica e TV Fora do Brasil
Politica e TV Fora do Brasil
Ja ha algum tempo eu tenho andado bem enjoada das coisas, por um milhao de motivos. Dentre esses, a falta de uma vida ativa, como sempre tive, pois ainda nao tenho permissao para trabalhar. Adoro cuidar da minha casa mas, ser dona de casa em tempo integral eh invencao do demo! Nao consigo pensar em pior ocupacao, principalmente porque dependendo da familia que voce tem, trabalha feito um burro de carga o dia inteiro, e quando para, parece que nada foi feito. Da um desanimo... Enfim, bom proveito para quem gosta, mas viver as custas de marido, pra mim, eh penitencia, e nao, meio de vida. Alem de que, sempre tive a impressao de conseguir fazer muito mais dentro de casa quando saio para trabalhar e volto tarde da noite, para ainda preparar janta e colocar roupa na maquina.
Por essas e outras que por muito tempo andei afastada de coisas que sempre gostei, e agora tenho procurado me envolver novamente com o que me agrada. Ja que nao saio para trabalhar, faco a minha rotina enviesada, ja sempre fui muito mais coruja do que cotovia: durmo ate tarde, tomo cafe da manha quando eh quase hora da janta, arrumo cozinha e cozinho depois que ja escureceu, coloco roupa na maquina de madrugada, e assisto os melhores programas na televisao durante a madrugada. Vou dormir 6 ou 7 da manha. Na Inglaterra eu tinha a BBC para assistir. Aqui, tenho a PBS, com varios programas bons, e os principais, nao por acaso, sao producoes da BBC. E essa programacao tem me ajudado a me reconectar comigo mesma.
Quase de manha, assisto a ME TV, um canal que soh tem series de televisao do tempo do onca. Sao varios programas que nunca vi no Brasil e hoje sao meus favoritos, como The Odd Couple, Family Affairs e The Beverly Hillbillies, e alguns outros que passavam quando eu era crianca demais para apreciar, Mission Impossible, Mash, Kojak. Na PBS tem um programa de culinaria que eh uma maravilha, com o Jacques Pepin, todos os seus pratos parecem deliciosos. O unico programa onde o chef sabe a diferenca entre sal e acucar, mesmo sendo um frances. Porem, o melhor de tudo, sao os programas que abordam assuntos que sao a minha essencia, onde eu consigo recuperar o que sempre fui : Historia, Politica, Classicos da Literatura, programacao da Metropolitan Opera/NY, sao meus preferidos.
Esses ultimos dias eu comecei a prestar atencao nas eleicoes americanas. Politica sempre foi essencial na minha vida, analise de comportamento e discursos de candidatos, historia politica, eu vou as nuvens. Nunca havia me interessado pelas noticias politicas dos EUA porque nunca pensei em vir para ca, e nem fazia parte das minhas futuras intencoes de pesquisa (eu nao sou Cientista Politica a toa, ne? Se estudei tanto eh porque gosto muito). Agora, ja que estou morando aqui, tenho que saber o que se passa. E estou fascinada pelos debates que tenho assistido na televisao. Nao me lembro de ter assistido embates tao interessantes no Brasil.
Gosto de perceber as contradicoes nos discursos, as inconsistencias, as estrategias de defesa. Gosto das coisas que o Romney fala, mas nao consigo acreditar nele. Barack Obama eh um pessimo orador de improviso, ele faz boa figura declamando algo que decorou e estudou previamente, mas quando confrontado com perguntas que nao o deixam confortavel, a estrategia dele eh dizer que o oponente nao sabe o que fala. Se voce nao estiver tomando partido de nenhum dos lados, eh facil perceber essas armadilhas e estrategias de discurso, mas quando voce eh claque dos partidos, eh claro que vai dizer que o seu candidato eh o melhor estrategista. Na verdade, o discurso-espetaculo nao eh o verdadeiro conteudo, eh uma arma para impressionar indecisos, o conteudo deve estar presente de forma mais clara nos programas de campanha. E mesmo assim, nao tem como exigir que sejam postos em pratica depois das eleicoes, a nao ser que voce seja interessado o suficiente, para estudar a situacao e nao votar novamente baseados somente nas palavras ditas.
Agora me diz, quem no Brasil se da ao trabalho de investigar essas coisas (alem dos academicos, claro)? Aqui tambem nao, mas pelo menos os debates nao sao tao superficiais, e a investigacao eh mais facil e acessivel para o eleitor comum.
Ja ha algum tempo eu tenho andado bem enjoada das coisas, por um milhao de motivos. Dentre esses, a falta de uma vida ativa, como sempre tive, pois ainda nao tenho permissao para trabalhar. Adoro cuidar da minha casa mas, ser dona de casa em tempo integral eh invencao do demo! Nao consigo pensar em pior ocupacao, principalmente porque dependendo da familia que voce tem, trabalha feito um burro de carga o dia inteiro, e quando para, parece que nada foi feito. Da um desanimo... Enfim, bom proveito para quem gosta, mas viver as custas de marido, pra mim, eh penitencia, e nao, meio de vida. Alem de que, sempre tive a impressao de conseguir fazer muito mais dentro de casa quando saio para trabalhar e volto tarde da noite, para ainda preparar janta e colocar roupa na maquina.
Por essas e outras que por muito tempo andei afastada de coisas que sempre gostei, e agora tenho procurado me envolver novamente com o que me agrada. Ja que nao saio para trabalhar, faco a minha rotina enviesada, ja sempre fui muito mais coruja do que cotovia: durmo ate tarde, tomo cafe da manha quando eh quase hora da janta, arrumo cozinha e cozinho depois que ja escureceu, coloco roupa na maquina de madrugada, e assisto os melhores programas na televisao durante a madrugada. Vou dormir 6 ou 7 da manha. Na Inglaterra eu tinha a BBC para assistir. Aqui, tenho a PBS, com varios programas bons, e os principais, nao por acaso, sao producoes da BBC. E essa programacao tem me ajudado a me reconectar comigo mesma.
Quase de manha, assisto a ME TV, um canal que soh tem series de televisao do tempo do onca. Sao varios programas que nunca vi no Brasil e hoje sao meus favoritos, como The Odd Couple, Family Affairs e The Beverly Hillbillies, e alguns outros que passavam quando eu era crianca demais para apreciar, Mission Impossible, Mash, Kojak. Na PBS tem um programa de culinaria que eh uma maravilha, com o Jacques Pepin, todos os seus pratos parecem deliciosos. O unico programa onde o chef sabe a diferenca entre sal e acucar, mesmo sendo um frances. Porem, o melhor de tudo, sao os programas que abordam assuntos que sao a minha essencia, onde eu consigo recuperar o que sempre fui : Historia, Politica, Classicos da Literatura, programacao da Metropolitan Opera/NY, sao meus preferidos.
Esses ultimos dias eu comecei a prestar atencao nas eleicoes americanas. Politica sempre foi essencial na minha vida, analise de comportamento e discursos de candidatos, historia politica, eu vou as nuvens. Nunca havia me interessado pelas noticias politicas dos EUA porque nunca pensei em vir para ca, e nem fazia parte das minhas futuras intencoes de pesquisa (eu nao sou Cientista Politica a toa, ne? Se estudei tanto eh porque gosto muito). Agora, ja que estou morando aqui, tenho que saber o que se passa. E estou fascinada pelos debates que tenho assistido na televisao. Nao me lembro de ter assistido embates tao interessantes no Brasil.
Gosto de perceber as contradicoes nos discursos, as inconsistencias, as estrategias de defesa. Gosto das coisas que o Romney fala, mas nao consigo acreditar nele. Barack Obama eh um pessimo orador de improviso, ele faz boa figura declamando algo que decorou e estudou previamente, mas quando confrontado com perguntas que nao o deixam confortavel, a estrategia dele eh dizer que o oponente nao sabe o que fala. Se voce nao estiver tomando partido de nenhum dos lados, eh facil perceber essas armadilhas e estrategias de discurso, mas quando voce eh claque dos partidos, eh claro que vai dizer que o seu candidato eh o melhor estrategista. Na verdade, o discurso-espetaculo nao eh o verdadeiro conteudo, eh uma arma para impressionar indecisos, o conteudo deve estar presente de forma mais clara nos programas de campanha. E mesmo assim, nao tem como exigir que sejam postos em pratica depois das eleicoes, a nao ser que voce seja interessado o suficiente, para estudar a situacao e nao votar novamente baseados somente nas palavras ditas.
Agora me diz, quem no Brasil se da ao trabalho de investigar essas coisas (alem dos academicos, claro)? Aqui tambem nao, mas pelo menos os debates nao sao tao superficiais, e a investigacao eh mais facil e acessivel para o eleitor comum.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Feliz Aniversario, meu Brasil
Feliz Aniversario para o pais mais lindo do mundo, meu Brasil. Tanta Historia, tanto amor, tantos maustratos. Seria tao bom se as pessoas entendessem que cada um deve fazer a sua parte no dia-a-dia. Um pais nao se constroi a partir de eleicoes, ou do governo sozinho. Enquanto o povo ficar esperando que o governo seja uma grande mae de tetas sempre jorrantes, nao vamos a lugar algum. Enquanto o dinheiro publico for tratado como dinheiro de ninguem, nao teremos como construir nada. Cada suborno ao guarda, cada pequeno furto de papeis e canetas em reparticoes publicas, pequenas coisas que pensamos que nao fazem mal a ninguem, na verdade atrasam ainda mais o nosso desenvolvimento.
Se cada um faz uma pequena coisa errada por dia, sao quase 200 milhoes de pequenas coisas erradas POR DIA consumindo dinheiro que deveria ser usado na nossa saude, na nossa educacao. Se esse "pequeno deslize" vale 1 real, por dia serao 200 milhoes de reais, e por ano? 200 milhoes de reais x 365!!!! O ladrao, o corrupto eh voce mesmo! Cada CD/ DVD que voce compra no camelo, esta aumentando o custo do produto autentico, e desviando a remuneracao de milhares de pessoas envolvidas com a arte. Cada pessoa atacando um professor, durante uma jornada de trabalho mal remunerado, que buscava disciplinar o seu filho mal educado com um celular em sala de aula, contribui para mais um corrupto sendo formado no nosso pais. Crescendo na impunidade, achando que o mundo deve sempre se curvar diante da sua mediocridade, eh esse o filho que voce quer? Pior, eh esse o cidadao que o Brasil precisa? Que tipo de cidadao voce acha que ele sera? O governo eh soh um reflexo do nosso povo. Se voce acha que eles fazem pouco pelo pais, pense no quao pouco voce tambem faz, nao respeitando a sua comunidade, avancando sinal, estacionando em lugar proibido e depois reclamando da multa "injusta". Belo exemplo para as criancas, hein? Belo futuro que nos aguarda?
Se cada um faz uma pequena coisa errada por dia, sao quase 200 milhoes de pequenas coisas erradas POR DIA consumindo dinheiro que deveria ser usado na nossa saude, na nossa educacao. Se esse "pequeno deslize" vale 1 real, por dia serao 200 milhoes de reais, e por ano? 200 milhoes de reais x 365!!!! O ladrao, o corrupto eh voce mesmo! Cada CD/ DVD que voce compra no camelo, esta aumentando o custo do produto autentico, e desviando a remuneracao de milhares de pessoas envolvidas com a arte. Cada pessoa atacando um professor, durante uma jornada de trabalho mal remunerado, que buscava disciplinar o seu filho mal educado com um celular em sala de aula, contribui para mais um corrupto sendo formado no nosso pais. Crescendo na impunidade, achando que o mundo deve sempre se curvar diante da sua mediocridade, eh esse o filho que voce quer? Pior, eh esse o cidadao que o Brasil precisa? Que tipo de cidadao voce acha que ele sera? O governo eh soh um reflexo do nosso povo. Se voce acha que eles fazem pouco pelo pais, pense no quao pouco voce tambem faz, nao respeitando a sua comunidade, avancando sinal, estacionando em lugar proibido e depois reclamando da multa "injusta". Belo exemplo para as criancas, hein? Belo futuro que nos aguarda?
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| http://transparenciapolitica.blogspot.com/2010/09/suborno-e-crime.html |
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Ouvinte e Falante
Uma vez li que 95% das pessoas sao do tipo Falante e 5% sao do tipo Ouvinte. Se essas estatisticas sao corretas, eu nao sei, por mim teria mais uma categoria, a dos Surdo-Mudo, gente que nao gosta nem de falar e nem de ouvir. Mas eu acho que as pessoas que fazem essas estatisticas nao tem la muita experiencia de vida e portanto nao podem classificar um comportamento que nunca viram ou erroneamente categorizam como problema mental, comportamental ou coisa do tipo.
Essa introducao toda so para dizer que eu preciso desabafar. Eu me enquadro no tipo Ouvinte com toda certeza. Eu gosto de ouvir e ficar quieta observando, nao por acaso sou uma cientista. O grande problema com isso eh que os Ouvintes precisam de um outro Ouvinte para desabafar. Porque ficamos calados ouvindo o desabafo dos nossos amigos, sentimos falta de receber o mesmo tipo de tratamento. E como eh muito dificil encontrar um outro Ouvinte, eu escrevo.
A vida entao muda, os paises sao outros, as culturas em torno de nos sao estranhas, e com isso ate a censura ao que precisamos falar aparece. E entao um amigo de verdade, de casa, faz falta. Mas nem todos os amigos sao Ouvintes, grande chance de serem Falantes, e quando acham que voce precisa de uma licao de moral, piora tudo porque se voce estiver sofrendo, vai ficar mais desconfortavel ainda. Eu fico irritadissima.
Um amigo Falante, que nao ouve o que voce precisa desabafar ou nao lhe deixa falar, nao eh necessariamente um mal amigo, soh um amigo com o qual voce nao pode ou nao deve contar para um desabafo. Os Falantes tem que falar sempre, falam pelos cotovelos, quando ninguem pediu a opiniao deles e muitos ate falam sem pensar. Quando eles desabafam, querem que o amigo que os ouve fale tambem, de opinioes, de conselhos. Se quiserem um Ouvinte que fique falando, isso tambem nao da muito certo. Dois Falantes desabafando entre si falam sem parar, e o mais comum eh nenhum dos dois ouvir o que o outro tem a dizer, mas esta tudo bem porque so estao colocando as palavras para fora, nao tem a necessidade de que alguem os ouca com atencao.
Falantes sao pessoas praticas, que tem que fazer as coisas. Ouvintes sao filosoficos, ficam remoendo as palavras dentro da cabeca, sao analiticos. Falar, para um Ouvinte, eh uma forma de organizar o pensamento dentro da cabeca e ajudar a tomar decisoes. Falamos PARA uma outra pessoa porque precisamos interagir com outras pessoas, somos humanos, ninguem vive sozinho. Um sorriso e um abraco sao as melhores respostas nesse caso. Um desabafo nao eh uma conversa, eh um instrumento de auto-ajuda. Ao menos para um Ouvinte.
De onde eu tirei essas ideias? Da minha observacao, ora bolas! E o que eu quero dizer com isso? Quero dizer que eu tambem sou gente e preciso que alguem me escute de vez em quando. Preciso de um abraco de um amigo, alguem que me escute olhando pra mim. ES-CU-TAR, e nao dar conselhos, me reeprender e tirar conclusoes do que eu nem consegui terminar de falar porque voce nao cala a boca para escutar. Desabafar eh uma forma que eu tenho de organizar meus pensamentos e o que eu preciso eh alguem que tenha empatia pelo que eu falo e que me deixe chorar se eu precisar. Se eu quiser conselho, eu peco. Se eu nao pedir, ouca e me de um abraco se eu chorar. Entendeu agora ou quer que eu desenhe?
Essa introducao toda so para dizer que eu preciso desabafar. Eu me enquadro no tipo Ouvinte com toda certeza. Eu gosto de ouvir e ficar quieta observando, nao por acaso sou uma cientista. O grande problema com isso eh que os Ouvintes precisam de um outro Ouvinte para desabafar. Porque ficamos calados ouvindo o desabafo dos nossos amigos, sentimos falta de receber o mesmo tipo de tratamento. E como eh muito dificil encontrar um outro Ouvinte, eu escrevo.
A vida entao muda, os paises sao outros, as culturas em torno de nos sao estranhas, e com isso ate a censura ao que precisamos falar aparece. E entao um amigo de verdade, de casa, faz falta. Mas nem todos os amigos sao Ouvintes, grande chance de serem Falantes, e quando acham que voce precisa de uma licao de moral, piora tudo porque se voce estiver sofrendo, vai ficar mais desconfortavel ainda. Eu fico irritadissima.
Um amigo Falante, que nao ouve o que voce precisa desabafar ou nao lhe deixa falar, nao eh necessariamente um mal amigo, soh um amigo com o qual voce nao pode ou nao deve contar para um desabafo. Os Falantes tem que falar sempre, falam pelos cotovelos, quando ninguem pediu a opiniao deles e muitos ate falam sem pensar. Quando eles desabafam, querem que o amigo que os ouve fale tambem, de opinioes, de conselhos. Se quiserem um Ouvinte que fique falando, isso tambem nao da muito certo. Dois Falantes desabafando entre si falam sem parar, e o mais comum eh nenhum dos dois ouvir o que o outro tem a dizer, mas esta tudo bem porque so estao colocando as palavras para fora, nao tem a necessidade de que alguem os ouca com atencao.
Falantes sao pessoas praticas, que tem que fazer as coisas. Ouvintes sao filosoficos, ficam remoendo as palavras dentro da cabeca, sao analiticos. Falar, para um Ouvinte, eh uma forma de organizar o pensamento dentro da cabeca e ajudar a tomar decisoes. Falamos PARA uma outra pessoa porque precisamos interagir com outras pessoas, somos humanos, ninguem vive sozinho. Um sorriso e um abraco sao as melhores respostas nesse caso. Um desabafo nao eh uma conversa, eh um instrumento de auto-ajuda. Ao menos para um Ouvinte.
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| The Phantoms of the Brain |
De onde eu tirei essas ideias? Da minha observacao, ora bolas! E o que eu quero dizer com isso? Quero dizer que eu tambem sou gente e preciso que alguem me escute de vez em quando. Preciso de um abraco de um amigo, alguem que me escute olhando pra mim. ES-CU-TAR, e nao dar conselhos, me reeprender e tirar conclusoes do que eu nem consegui terminar de falar porque voce nao cala a boca para escutar. Desabafar eh uma forma que eu tenho de organizar meus pensamentos e o que eu preciso eh alguem que tenha empatia pelo que eu falo e que me deixe chorar se eu precisar. Se eu quiser conselho, eu peco. Se eu nao pedir, ouca e me de um abraco se eu chorar. Entendeu agora ou quer que eu desenhe?
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Velho Bla Bla Bla - Expectativas no Exterior
O bom e velho bla bla bla de sempre: Qual eh o melhor pais para morar? Se 12 anos fora do Brasil me ensinaram alguma coisa, eu digo que isso nao existe. Nao existe pais melhor que o outro. As expectativas sobre morar no exterior variam muito de pessoa para pessoa. Existe, sim, pais onde voce encontra mais coisas que sejam compativeis com voce e suas expectativas. Talvez voce seja mais feliz por la. Talvez, porque muita gente romantiza o que vai encontrar fora do Brasil e tem expectativas irrealistas, terminando por se frustrarem com as experiencias vividas. Depende mesmo de cada um.
Ja falei aqui sobre o dia em encontrei uns goianos morando em Londres. Eles foram para la porque queriam ficar ricos e comprar "sitiozinho em Goias". Viviam 12 expremidos em um apartamento de 1 quarto e 1 banheiro, trabalhavam fazendo faxina e como motoboys, passavam os dias de folga fazendo churrasco na varanda ouvindo breganejo e falando mal da Inglaterra. A conversa deles era "quando voce acha que pode voltar ao Brasil?", nem passava pela cabeca daquele pessoal que alguem pudesse querer passar toda a vida no exterior. Nunca entraram na National Gallery ou passearam pelo Hyde Park. Desnecessario dizer que nenhum deles falava ingles - ou sequer se interessavam em aprender. Nao sabiam nem que fazia frio no inverno. Bem, o que eu tinha em comum com aquela turma? Com muita boa vontade encontro o fato de termos nascido no mesmo pais. E parava por ai mesmo. Nem a nossa lingua eu acho que era a mesma.
Os objetivos que cada um tinha sobre vida no exterior eram diametralmente opostos. As expectativas eram muito diferentes. Eu sonhei desde crianca em ir para a Inglaterra. Jah cheguei por lah falando ingles fluente. Conhecia a Historia e a cultura dos ingleses - jah desconfiava que muito do que aprendemos na Cultura Inglesa nao passava mesmo de lenda. Ja tinha a minha profissao e conhecia muito a respeito de Relacoes Internacionais e Historia em geral. Meu primeiro objetivo era crescer como pessoa e aprender tudo o que eu pudesse e, se possivel, ficar por la mesmo. Voltar para o Brasil sempre foi a minha ultima opcao. Nao achava que fosse encontrar um emprego de rainha no dia que chegasse em Londres, sabia que teria que trabalhar pesado, em coisas que nunca tive que fazer no Brasil. O fato de falar ingles me livrou das faxinas que normalmente sobram para os imigrantes. Eu era gerente de uma empresa no meu ultimo emprego no Brasil, mas tinha total consciencia que isso nao teria valor algum quando chegasse na Europa. Depois de um mes trabalhando como garconete, consegui um emprego de recepcionista - "cargo sofisticado" para quem acaba de chegar de outro pais, de acordo com a escala classificativa dos imigrantes sem perspectivas.
Eu estava finalmente onde queria ter chegado a vida inteira: num lugar muito maior, cercado de Historia por todos os lados, tendo que me comunicar com pessoas de varias linguas e varias culturas, ao mesmo tempo, podendo viajar por lugares que sempre me instigaram. Toda a cena cultural de Londres era aquilo que eu sempre senti falta no Rio de Janeiro: ballet, opera, jazz, museus, arquitetura, tudo acessivel e que eu poderia aproveitar sozinha, caso nao encontrasse quem me acompanhasse no que eu gostava. Lugar seguro, com excelente transporte a noite inteira, eu saia para cima e para baixo sozinha a hora que bem entendia e sem correr risco algum. Se fosse soh pela seguranca, ja teria valido a pena. Mas era muito mais que isso. Eu estudei tanto, aprendi tanto, tive trabalhos divertidos e outros que me davam um monte de vantagens. Eu me virava sozinha, e muitas vezes tive ajuda de pessoas maravilhosas - que nao sao muitas, mas existem. Encontrei brasileiros de todo tipo, gente com a qual eu nunca teria contato se fosse no Brasil. E aprendi que nao era para ter contato mesmo, o fato de termos nascido no mesmo pais nao nos fazia iguais em nada. Aprendi tambem que quanto menos voce tem, mais as pessoas a sua volta, e na mesma situacao, se ajudam. Quanto mais as pessoas tem, menos elas se importam com os outros. Embora isso eu talvez tenha aprendido na minha familia mesmo.
No meio de tudo isso, eu trabalhava feito uma louca, quase 24/7, ganhando pouco, vivendo apertada, mas tao feliz. Eu sabia que as coisas cedo ou tarde se resolveriam e eu nao precisaria mais me preocupar com renovacao eterna de visto. Conquistei minha cidadania (com a grande ajuda da minha familia, no Brasil) e passei a ter uma vida normal de classe media, na Londres que tanto amava. E tinha gente achando que eu estava "fugindo", e que era "impossivel" gostar de Londres porque la era um lugar "horrivel". Eu sinto muito pela opiniao deles, eu estava onde queria estar, e aquele era o melhor lugar do mundo para mim. So que isso nao eh igual para todo mundo.
Casei, mudei para os EUA porque meu marido eh americano. Eu nunca sonhei em vir para esse pais, nem de ferias, nunca sonhei em ir a Disney. Talvez por isso mesmo eu nunca me decepcionei aqui, ja sabia o que ia encontrar.
Hoje, o futuro a Deus pertence. E eu sei que fui atras do que me faz feliz, sabendo o que estava fazendo, ao inves de esperar que a felicidade aparecesse na minha frente.
Ja falei aqui sobre o dia em encontrei uns goianos morando em Londres. Eles foram para la porque queriam ficar ricos e comprar "sitiozinho em Goias". Viviam 12 expremidos em um apartamento de 1 quarto e 1 banheiro, trabalhavam fazendo faxina e como motoboys, passavam os dias de folga fazendo churrasco na varanda ouvindo breganejo e falando mal da Inglaterra. A conversa deles era "quando voce acha que pode voltar ao Brasil?", nem passava pela cabeca daquele pessoal que alguem pudesse querer passar toda a vida no exterior. Nunca entraram na National Gallery ou passearam pelo Hyde Park. Desnecessario dizer que nenhum deles falava ingles - ou sequer se interessavam em aprender. Nao sabiam nem que fazia frio no inverno. Bem, o que eu tinha em comum com aquela turma? Com muita boa vontade encontro o fato de termos nascido no mesmo pais. E parava por ai mesmo. Nem a nossa lingua eu acho que era a mesma.
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| Rua em Chelsea, Londres |
Os objetivos que cada um tinha sobre vida no exterior eram diametralmente opostos. As expectativas eram muito diferentes. Eu sonhei desde crianca em ir para a Inglaterra. Jah cheguei por lah falando ingles fluente. Conhecia a Historia e a cultura dos ingleses - jah desconfiava que muito do que aprendemos na Cultura Inglesa nao passava mesmo de lenda. Ja tinha a minha profissao e conhecia muito a respeito de Relacoes Internacionais e Historia em geral. Meu primeiro objetivo era crescer como pessoa e aprender tudo o que eu pudesse e, se possivel, ficar por la mesmo. Voltar para o Brasil sempre foi a minha ultima opcao. Nao achava que fosse encontrar um emprego de rainha no dia que chegasse em Londres, sabia que teria que trabalhar pesado, em coisas que nunca tive que fazer no Brasil. O fato de falar ingles me livrou das faxinas que normalmente sobram para os imigrantes. Eu era gerente de uma empresa no meu ultimo emprego no Brasil, mas tinha total consciencia que isso nao teria valor algum quando chegasse na Europa. Depois de um mes trabalhando como garconete, consegui um emprego de recepcionista - "cargo sofisticado" para quem acaba de chegar de outro pais, de acordo com a escala classificativa dos imigrantes sem perspectivas.
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| Passeio de Bicicleta pela City of London, junto com meu marido |
Eu estava finalmente onde queria ter chegado a vida inteira: num lugar muito maior, cercado de Historia por todos os lados, tendo que me comunicar com pessoas de varias linguas e varias culturas, ao mesmo tempo, podendo viajar por lugares que sempre me instigaram. Toda a cena cultural de Londres era aquilo que eu sempre senti falta no Rio de Janeiro: ballet, opera, jazz, museus, arquitetura, tudo acessivel e que eu poderia aproveitar sozinha, caso nao encontrasse quem me acompanhasse no que eu gostava. Lugar seguro, com excelente transporte a noite inteira, eu saia para cima e para baixo sozinha a hora que bem entendia e sem correr risco algum. Se fosse soh pela seguranca, ja teria valido a pena. Mas era muito mais que isso. Eu estudei tanto, aprendi tanto, tive trabalhos divertidos e outros que me davam um monte de vantagens. Eu me virava sozinha, e muitas vezes tive ajuda de pessoas maravilhosas - que nao sao muitas, mas existem. Encontrei brasileiros de todo tipo, gente com a qual eu nunca teria contato se fosse no Brasil. E aprendi que nao era para ter contato mesmo, o fato de termos nascido no mesmo pais nao nos fazia iguais em nada. Aprendi tambem que quanto menos voce tem, mais as pessoas a sua volta, e na mesma situacao, se ajudam. Quanto mais as pessoas tem, menos elas se importam com os outros. Embora isso eu talvez tenha aprendido na minha familia mesmo.
No meio de tudo isso, eu trabalhava feito uma louca, quase 24/7, ganhando pouco, vivendo apertada, mas tao feliz. Eu sabia que as coisas cedo ou tarde se resolveriam e eu nao precisaria mais me preocupar com renovacao eterna de visto. Conquistei minha cidadania (com a grande ajuda da minha familia, no Brasil) e passei a ter uma vida normal de classe media, na Londres que tanto amava. E tinha gente achando que eu estava "fugindo", e que era "impossivel" gostar de Londres porque la era um lugar "horrivel". Eu sinto muito pela opiniao deles, eu estava onde queria estar, e aquele era o melhor lugar do mundo para mim. So que isso nao eh igual para todo mundo.
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| Por do Sol de verao, no deserto do Novo Mexico, com meu marido nativo |
Casei, mudei para os EUA porque meu marido eh americano. Eu nunca sonhei em vir para esse pais, nem de ferias, nunca sonhei em ir a Disney. Talvez por isso mesmo eu nunca me decepcionei aqui, ja sabia o que ia encontrar.
Hoje, o futuro a Deus pertence. E eu sei que fui atras do que me faz feliz, sabendo o que estava fazendo, ao inves de esperar que a felicidade aparecesse na minha frente.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Muito Tempo
Muito tempo sem postar, muita coisa na cabeca, mas pouco o que falar. Deve ser o famoso balanco de vida dos 40. 40, eu? Engracado, parece mais eh que foram varias vidas de 10 anos cada, e nao uma vida so de 40 anos. Tanta coisa segmentada, que no fim - ou seja la, um dia - vai fazer sentido como uma coisa unica. Preciso me regatar, encontrar quem sou eu novamente. Ja estou longe faz muito tempo. Longe de mim mesma.
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sábado, 3 de dezembro de 2011
Perfume Chaneu
Pois eh, ainda tem gente que nao sabe como usar um perfume, e transforma qualquer Chanel num tenebroso Chaneu. Nao importando se o vidro contem a fragrancia original ou nao. E isso ainda pode acontecer ate de forma involuntaria.
O tempo que eu passei trabalhando nos balcoes da Chanel em Londres me permitiram conhecer muita coisa, e experimenta-las tambem. Como o caso dos esmaltes chaneu que eu ja contei por aqui, e tambem os diversos produtos de maquiagem - e esses sim, valem a pena comprar, sao otimos - e os perfumes, que eu passei a gostar mais depois de ter que usa-los diariamente.
Aprendi que a "nuvem" de perfume eh a forma mais indicada para usar as fragrancias em spray: voce borrifa para o alto, no ar, e caminha por dentro da nuvem que cai. Assim tera um perfume delicado sobre os seus cabelos e a sua roupa.
A tecnica mais conhecida porem deve ser a dos "pulse points", para ser usada principalmente com Parfum ou Eau de Parfum sem spray: coloca-se uma gota atras das orelhas, uma sobre o coracao, uma em cada pulso e em cada dobra do cotovelo. Esses pontos concentram a circulacao do sangue e assim aquecem o perfume, exalando o aroma de forma mais efetiva. E algo que nunca deve ser feito eh esfregar o perfume sobre a pele pois isso quebra as moleculas do perfume e altera o cheiro original. Por favor, nao use em todos os pulse points ao mesmo tempo, a nao ser que voce seja economica com o tamanho da "gota".
E isso tudo eh para contar um triste fato que aconteceu comigo na loja. Uma cliente chegou e pediu para experimentar Allure. Entreguei o vidro na mao dela e escorregou, caiu no chao, quebrou e, eu acho, o liquido TODO de um vidro novo que estava CHEIO foi parar nas minhas calcas. ... E entao eu tive a demonstracao pratica, ao vivo, de quando um perfume Chanel se transforma em um Chaneu. Nao tinha quem nao me olhasse de cara feia quando eu passava.
O resto do dia eu precisei me desculpar com os clientes por causa do cheiro forte. So que o problema mesmo comecou depois que terminou o expediente e eu tive que entrar no onibus para ir para casa. Eu queria sentar na frente, mas ja estava tudo ocupado, tive que ir para o fundo. Era inverno, o onibus todo fechado e o aquecedor ligado. Pensam que eu nao sei que estava asfixiando todos os passageiros? Mas o que eu poderia fazer alem de ficar quieta no meu canto e torcer para chegar logo? Onibus lotado, gente em pe no corredor, e o assento do meu lado vazio, alem de todo mundo me olhando meio torto. Paciencia, pelo menos eu nao viajei espremida. Mas aquele raio daquele cheiro incomodava ate a mim mesma, que detesto banho de perfume e gente sem desconfiometro.
Ate que um sujeito no banco de tras me chama:
- Voce acha bacana se encher de perfume desse jeito?
- ...
- Nao percebe que esta incomodando todo mundo? Voce acha que usar esse tanto de perfume eh atraente?
- Escuta aqui, eu estou quieta no meu canto, tive um acidente no trabalho e agora so quero chegar em casa e tomar um banho, entendeu?
O sujeito fica resmungando e algumas pessoas junto com ele.
Chego em casa e imediatamente coloco as calcas na maquina de lavar. Precisei de umas 5 lavagens para me ver livre daquele cheiro. Hoje, a simples visao de um vidro de Allure, me embrulha o estomago.
Moral da historia?
- Menos eh mais.
- Qualquer coisa em excesso faz mal.
- Nao seja cafona usando metade de um vidro de perfume por dia.
- Sai de perto de mim com esse fedor!
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