Picture SNOWSHOEING IN SANTA FE (NEW MEXICO, USA, March 2010)

Vicky Mundo Afora ou Mundoafora? Nao importa. É vida de imigrante. O mundo eh tao grande. Por que deveria passar minha vida inteira no Rio de Janeiro? Preciso viver e falar outras linguas, viver com e como outras pessoas. Um dia eu volto. Para onde? Ora, para casa. Onde eh casa mesmo?



Picture credits on this blog go to my lovely husband, who has never enough of beautiful and interesting views all over the world. If a picture is not his, it will be linked to its original source.

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador E agora também crítica gastronomica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador E agora também crítica gastronomica. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de junho de 2011

Curiosidades Culturais - Rango de Festa

Ou PF de festa, já que nos EUA sempre que vou a alguma festa nao tem nada de petiscos ou coisinhas gostosas para saborear.  Tem feijao com arroz, pimenta, e alguma carne com mais alguma coisa para acompanhar. É cada um com seu cada um mesmo. Fala sério!

Feijao com arroz


Já na Itália, onde festa nao existe, é só comilanca mesmo, uma vez fui servida com tamaras recheadas de mascarpone e nozes, como entrada. Simples. E delicioso!

Só pode saber o quanto é bom depois de provar


Na Inglaterra, tem uns canapés meio enviesados, feitos por um pessoal que nao sabe bem distinguir sal de acúcar. Melhor deixar pra lá. Na maioria das vezes era só um Doritos com Batatas Fritas mesmo...




E no Brasil, salgadinhos, torta salgada, brigadeiro, docinho de coco... Dá fome só de pensar.  Estou contando os dias para ir em casa visitar minha mae, isso sim!

A boa torta salgada, velha de guerra 

E gosto nao se discute, nao é? ;)
***


P.S. - Todas as fotos tem links para as respectivas receitas, nos sites de onde as extraí. Para saber mais, clique nos subtítulos de cada uma.

***

terça-feira, 7 de junho de 2011

Memoria Afetiva

Dois anos morando no Novo México. Dois anos comendo mal. Eu cozinho, mas o meu tempero também nao é lá essas coisas. E aqui nesse lugar nao tem aquela lanchonete ou bistrozinho para me refugiar quando estou sentindo falta de comida de casa. Terrível essa memoria afetiva culinária. Já tive a fase de chorar por um pao de queijo com guaraná natural, por um pao frances quentinho com requeijao e salaminho, por um simples bife com batata frita, e o mais recorrente, chorar por uns kibes. Para quase tudo eu achei um substituto meia-boca ou tentei fazer eu mesma, só para tirar o gosto de saudade da memoria, mas o kibe que encontrei na lojinha árabe me deixou ainda mais triste.

Nao, esses nao sao os meus. Nao dá tempo de fotografar. Esses sao emprestados do site da Panifício Cabana.

Todo sábado na minha casa era dia de galinha assada com batatas, e kibe e pastel para o lanche da tarde. Eu nunca fui de comer muito - como atividade recreativa entao, nem me convide - mas coisas que eu gosto de verdade, periga eu ter uma indigestao. Lembro de me apossar da travessa de kibes, logo depois de fritos, poucas horas depois do almoco, e sentar na frente da televisao comendo os tais junto com uma caneca de café-com-leite. Praticamente rosnando para quem se aproximasse para roubar um da MINHA travessa.

Até que conversando com a Sibely - que nao por acaso tem DOIS blogs de culinária e turismo, Tour and Life e o La Bella Giornata - ela me chama para a casa dela para passar o dia, tomando um vinho e fazendo uns salgadinhos. Levei os ingredientes, e ela fez mágica na cozinha! Nao sei se por culpa da saudade ou do tempero da chef, mas achei aqueles kibes e aqueles rissoles os mais gostosos que já comi na vida. E trouxe alguns para congelar em casa.

E assumo a minha culpa de cometer o pecado da gula...  Ontem eu fritei 20 kibes, 12 para mim e 8 para o meu marido (a memória afetiva é minha, eu tenho o direito de comer mais). Só que eu esqueci de separar os tais 8 em outra travessa. Fui ver a novela com os kibes no colo. E a travessa esvaziou antes de terminar a novela. Ops! Fiz mal?

***

quarta-feira, 2 de março de 2011

Gnocchi Desafortunado

Gnocchi Desafortunado.  Provavelmente uma invencao dos restaurantes no Rio de Janeiro, diziam que todo dia 29 era dia de uma tradicao italiana (da qual  na Itália ninguém nunca ouviu falar) o "Dia do Gnocchi da Fortuna".  Funcionava colocando uma nota de $1 embaixo do prato de gnocchi e quando terminasse de comer era para guardar a nota na carteira.  A nota nao podia ser usada depois, assim garantiria uma carteira cheia o mes todo.  Tinha restaurante que dava até a nota inclusa com o pedido do gnocchi, que obviamente estava em promocao todo dia 29.

foto do blog Entre Amigas
A explicacao está toda no passado porque eu nao tenho a menor idéia se ainda fazem isso hoje. 
Já sao 11 anos fora do Brasil, entao, deem um desconto.


Um dia, lá por volta de 1990, cismei de fazer o gnocchi em casa e peguei a receita toda satisfeita.  Minha meta era levar a "tradicao" para dentro de casa e gastando pouco, além de fazer uma média com meus pais. Mas a infeliz da receita dizia "farinha até dar ponto".  E adolescente que nunca cozinhou na vida lá sabe como é o ponto?

1a. tentativa - seguindo a receita, peguei a massa as colheradas e coloquei na água fervente. Desmanchou tudo. Entra minha mae na cozinha e pergunta: tá fazendo sopa? E sai as gargalhadas.

2a. tentativa - comecei a colocar mais farinha "para dar ponto". Aí eu estava procurando que a massa estivesse mais consistente. Quando fiquei satisfeita com a consistencia, comecei a colocar as colheradas na água. Subiu tudo que era uma beleza. Chamo meus pais para jantar. Meu pai disse que só jantava se tivesse arroz e feijao na mesa. Eu, contrariada, disse que gnocchi era um prato completo, ele nao ia misturar com arroz e feijao na minha frente, e se quisesse podia comer arroz e feijao depois de acabar uma porcao do gnocchi e só (petulante...).  Sirvo.  Todo mundo dá uma garfada. Eu fui a primeira a cuspir. Duuuro que quase me quebra os dentes. Meu pai, gaiato, fala: como bolinha de ping pong tá perfeito, mas nao era para ser comida?

Fiquei traumatizada. Só fui (aprender a) cozinhar de novo 10 anos depois quando fui morar sozinha.

***

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Observacoes (quase) Antropologicas - Churrasco no Novo México, ou A Matanza – Parte 2

Quando se fala da comida preparada e servida durante uma típica Matanza é importante notar que a fritura e os grelhados sem pimenta sao as iguarias mais palatáveis para quem nao está acostumado com esses regionalismos. Quase tudo tem pimenta, um tipo que dizem só existe aqui, mas eu me abstenho de falar sobre ou provar esse assunto.




Um dos pratos típicos da cozinha local e indispensável em qualquer Matanza: Chicharrones, fritos pelos presentes ao longo da festa, e todos tem que ajudar.  É pele de porco frita na própria banha (e eu esqueci de pegar um pote de banha para levar para casa. Buáááá!). Existe um tacho gigantesco para essa fritura coletiva - a família inteira mexe o tacho, alternando criancas, adultos, jovens e nao tao jovens. Sempre soube que pele de porco frita resulta em torresmo. Só que isso que estavam fazendo aqui resultava em uns pedacinhos de carne suculentos enquanto quentes, e crocantes quando frio (bom demais!). E em nada me lembrava um torresmo da tia Leda. Se isso tem outro nome no Brasil, por favor me avisem pois estou por fora, nunca vi. Eu adorei (se é fritura, to dentro. Fica feliz o meu colesterol 340).
                                                                                                                                                        

Estava muito frio, eu vestia um casaco que mais parecia um edredon portátil, e nao queria chegar perto do fogo com medo de voar alguma faísca e incendiar o casaco comigo dentro.  Tolinha...  Fui intimada por um dos primos do Gerald a ajudar a escorrer a gordura das peles fritas.  Segundo ele, esse era o meu “rito de iniciacao” para ser aceita como um membro da família.  Entao tá, né?  Tirei o casaco, e lá fui eu para a beira do fogo, morrendo de medo de estragar alguma coisa e ainda me sujar.  Realmente, para tudo tem uma primeira vez.


A operacao é o seguinte: pela manha joga-se a pele de porco no tacho, fogo já aceso.  A pele vai soltando a própria gordura e o negócio todo comeca a ferver.  Em momento algum pode parar de mexer.  A família vai se revezando na atividade de mexer o caldeirao.  Tem gente que aguenta mais, tem gente que aguenta menos tempo, mas todo mundo tem que dar um pouco do próprio suor naquilo ali – deve ser parte do tempero?  Depois de umas 4 ou 5 horas alguém decide que está pronto.  Vem o caubói com um escorredor, retira a pele do caldeirao aos poucos, e deposita tudo naquele saco de juta que duas pessoas seguram.  Voce tem idéia de quanta pele tem um porco adulto????  Cada um torce o “torniquete” para o lado oposto, espremendo bem a gordura.  E repete-se tudo até acabar. Nao pode deixar cair nem um chicharrone de volta no tacho senao a zoacao é geral.  Fiz isso por 2 horas e só caiu algum uma única vez.  Lógico que essa é que foi filmada.  Chama-se Infalibilidade da Lei de Murphy.


E, voilá!  O astro da festa (ao menos para mim):


Repararam na minha falta de jeito?  Só faltou um salto alto para me deixar mais desengoncada ainda.  Parece até que nasci pra isso (sim, claro).  Hoje, assistindo ao vídeo novamente, lembra até uma sessao de inciacao das bruxas com a “mexecao” coletiva do caldeirao.  Só faltou a vassoura para dar um toque...





***

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Observacoes (quase) Antropologicas - Churrasco no Novo México, ou A Matanza - Parte 1

Churrasco é churrasco.  Certo?  Erradíssimo. Se no Brasil adicionar qualquer coisa que nao seja sal grosso na carne da churrasqueira é um sacrilégio, em outras partes do mundo a carne é preparada das mais diversas formas .  A minha experiencia nesse caso é limitada, por isso nao creio estar apta a fazer muitas comparacoes, mas quero registrar algumas impressoes colhidas ao longo das minhas viagens.

A vida inteira frequentei churrascos a beira de piscinas, no Brasil.  Nunca fui num churrasco na roca, o que acredito ser mais farto e fresco.  No Brasil temos o molho a campanha, arroz e farofa como acompanhamentos básicos. Temos picanha, costela, asa e coracao de frango, linguica.  É o mínimo que se espera (embora por mim só precisasse de carne e cerveja).  Ir a um churrasco onde nao se tem nada disso soa estranho - dá a impressao de faltar algo e deixa-nos com uma fome e saudade enormes.



Na Inglaterra um churrasco pode ser alguma carne cortada em bife posta na grelha, vao também alguns legumes, frutas.  Como tudo na cozinha inglesa, sao tipicamente sem gosto por conta da ausencia total do sal - que na minha teoria os ingleses confundem com arsenico, nunca tem sal em comida alguma.  Enquanto morei na Itália nao vi churrasco (também nao conhecia brasileiros por lá, só andava com italianos) mas com aquela comida, nao dava nem tempo de lembrar do que existe no Brasil.  E sinceramente, em matéria de comida, moraria para sempre na Itália e muito feliz sem sair de lá.  Tem alguma coisa naquela Bota que é um mistério: o povo come diariamente como se fosse o último dia de vida e como precisassem se alimentar para a eternidade.  E nunca vi nenhum gordo por lá.  Juro.

Nos EUA tem aquilo que vemos em filme (e eu me incluo nisso): uma churrasqueira cheia de frescura, com uns hamburgueres por cima e umas salsichas.  E ainda assim queimam tudo.  Sem falar na melecada que poem em cima das carnes, todos aqueles molhos sao doces.  Nunca fui a um churrasco assim na casa de ninguém, mas o maridao já me levou para comer em "churrascarias".  Bem, nao recomendo se o que voce está atrás é de uma boa carne, é tudo doce ou com pimenta ou os dois juntos. Tempero, nem pensar.  Eu comi chorando de desgosto.  Se o que voce quer é uma experiencia nova e conhecer novos sabores, vai em frente.  Depois me conta o que achou.


Hoje estou morando no Novo México.  E como é o churrasco aqui?  Tá certo que é parte dos EUA, mas a comida tem influencia mexicana muito mais forte que a americana.  E eu moro na roca.



Tive o prazer de participar de uma Matanza, que seria uma espécie de "grande churrascada anual" para quem cria animais.  Mata-se um porco ou um boi pela manha.  Segue a limpeza, o corte e o preparo das carnes.  Cozinha-se, grelha-se, frita-se, toda a carne durante a festa que leva um dia inteiro.  Muita comida e a família e os amigos reunidos. Haja gente para comer um porco inteiro, imagina um boi! Costuma ser durante o outono (já está um frio corno, ainda mais para quem saiu do Rio de Janeiro), mas tem gente que também faz no inverno.  Isso porque o Novo México é no deserto e os animais engordam mais durante o verao, quando chove e tem mais pasto para alimentá-los.  No outono o gado está mais gordinho e é quando os produtores vendem suas cabecas.  Ou se mata algum para a churrascada monumental.



Eu adorei a festa, mas só cheguei depois que já estava tudo no fogo (imagina se me pegam para cortar um pedaco de porco, tá doido!).  Nesse churrasco encontramos também uma panelada de "red chile" e vários bifes feitos sempre com muita pimenta local. É muita carne e preparada de diversas formas, nem me lembro de tudo.  E ainda tem os acompanhamentos, sendo que me chocou  uma sopa de pipoca - muito estranha.  Ouvi dizer que é um prato típico mexicano e dessas coisas eu prefiro nem lembrar o nome.  Nessas horas eu dou Gracas a Deus por ser brasileira.


A festa nao tem hora para acabar, a noite já está quase congelando os ossos (das pessoas, nao do suíno em questao) e vai todo mundo ficar em volta do fogo assando marshmellow.  E ainda tem comida que sobrou e todo mundo leva uma quentinha para casa.

 

Todas as fotos sao da Matanza da minha nova família, que foi em novembro passado.  O que tem no caldeirao é o assunto do próximo post.

 ***

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Red or Green e Linguicas no Novo Mexico

No país do hamburguer e hot dog voce espera que ao menos essas duas coisas sejam deliciosas, nao é? Bem, pode esperar mesmo, essa gente entende bem pouco de comida, achar um hamburguer descente é um parto! Mas eles existem, se voce tiver paciencia e fizer amizade com os locais. Felizmente, pra mim, o meu marido é local aqui nesse fim de mundo onde moramos e hoje ele me levou numa caverninha bem bonitinha, com cara de lanchonete dos anos 50, cheia de fotos da Marilyn Monroe (pra ele) e do Humphrey Bogart (pra mim).


O nome da lanchonete é Little Red Hamburguer Hut, em Albuquerque, New Mexico. O lugar recebe excelentes reviews, olha aqui.  E acho que é o único lugar nesse país que faz batata frita fresca, quer dizer, nao congelada. Como tudo por aqui, voce pode escolher o lanche normal ou cheio de pimenta. O que acontece é que muitas vezes mesmo pedindo sem pimenta voce recebe a comida ardendo e chora com a boca de fogo de dragao que queria evitar . E eu gostei desse lugar porque isso nao aconteceu (é, isso acontece com frequencia irritante, até no McDonalds). Meu marido, dando pitaco no post, mandou acrescentar que a pimenta do lugar é honesta. Isso é porque a pimenta típica daqui nao é o molhinho que a gente ve no supermercado no Brasil. É um ensopadinho de pimenta mesmo, fica igual a ensopadinho de quiabo, e voce ainda pode escolher se quer verde ou vermelho. Nao me pergunte nada, prefiro continuar alheia a isso.

Enfim, depois do "almoco" (é, aqui eles consideram isso uma refeicao aceitável, e nao um lanche) nós estávamos nos encaminhando para casa e meu marido resolveu parar num lugar de nome esquisitíssimo: Joe S. Sausages and Italian Ravioli. O Joe, super simpático, é dono de uma mini-fábrica de linguica e ravioli. O menu é um quadro branco com as listagens escritas com canetas coloridas, onde ao invés de apagar as opcoes que já esgotaram ele só escreve sold out em verde ao lado. Eu adoro linguica, e na Inglaterra eu aprendi a comer as mais esquisitas que apareciam. Se nao tem pimenta, eu me arrisco a provar sim. E o ravioli ele faz na maquininha, todos os dias, com um recheio que parece ótimo, criado por ele. Bem, compramos uma linguica de ervas e alho e o ravioli. Está no freezer para a janta do dia 25. Estou salivando!

Um dia que comecou com uma visita a uma padaria francesa, seguiu para um supermercado mexicano, passou pelo hamburguer e terminou na linguica caseira só podia me trazer uma boa notícia também. O Joe, da linguica, disse que se eu descobrir a receita da linguica calabresa brasileira ele faz e poe no menu dele. Vai ter linguica no churrasco, gente! Só quem mora longe de casa, tendo que comer coisa ruim é que sabe como é bom descobrir certas coisas. E ainda dizem que Papai Noel nao existe!!!

***

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

E aí, voce come?

Achei no Blog Comestível, da Jéssica que faz parte - como eu - da melhor comunidade do orkut, o Culinária-Receitas.

Achei essa brincadeira rodando pelos blogs culinarísticos, e resolvi postar aqui.
Segue abaixo uma lista de cem comidas que incluem desde as mais requintadas às mais estranhas. As instruções estão logo abaixo e é divertido fazer. Enjoy!


- INSTRUÇÕES:

1 - Copie essa lista no seu blog incluindo as instruções.
2 - Coloque em negrito os itens que você já comeu.
3 - Risque os itens que você nunca comeria
4 - Coloque um aviso em forma de comentário aqui neste blog, caso faça também.

- A LISTA:
-->
01 - Carne de veado - É carne, como de qualquer jeito, desde que nao esteja crua
02 - Chai - Putz, neguinho inventa, nao pode ver novela. Aposto que no Brasil tá todo mundo andando de sutia pra fora, igual a tal da Norminha.
03 - Ovos Rancheiros - Até que é bom. Mas acho que depende de quem faz.
04 - Bife Tártaro ou Steak Tartar - nao vou te enganar nao. É ruim que dói, e olha que comi na Franca. Mas me deu ansia de vomito. Blergh.
05 - Carne de Jacaré - minha mae diz que parece carne de galinha. Mas onde é que se come isso?
06 - Chourico - nao sou chegada nessas coisas fedidas
07 - Fondue de queijo
08 - Carpa
09 - Borscht - O que?
10 - Doce de jiló - odeio jiló, ecaaaa!
11 - Lula empanada
12 - Mousse de maracujá
13 - Sanduíche de manteiga de amendoim e geléia - quem inventou isso deve estar ardendo no inferno
14 - Curry - tem cheiro de cece de indiano. Se não tiver pimenta, dá pra comer.
15 - Cachorro quente em algum carrinho na rua
16 - Epoisses - O que?
17 - Trufa preta
18 - Vinho do Porto
19 - Caldo de mocotó
20 - Sorvete de pistache (também é bom, bom, bom!)
21 - Blueberries
22 - Tomates verdes
23 - Pate de fígado de ganso - ai, como é bom!!!!
24 - Sashimi - quem inventou isso deve estar ardendo no inferno II
25 - Dobradinha - no, thanks!
26 - Jalapenos - #£@%&##%
27 - Carne de coelho
28 - Ostras - no, thanks!
29 - Baklava - muito bom.
30 - Broto de feijão - AMO!
31 - Wasabi - no, thanks!
32 - Clam Chowder - não é ruim não.
33 - Mojito
34 - Chucrute - no, thanks! quem inventou isso deve estar peidando no inferno
35 - Root Beer
36 - Conhaque
37 - Pequi
38 - Cuzcuz Marroquino - no, thanks!
39 - Lagosta
40 - Rabada
41 - Carne de carneiro
42 - Inseto
43 - Phaal - O que é isso???????
44 - Leite de cabra - putz, é muito forte, mas se nao tem de vaca, vai ele mesmo.
45 - Um whisky que vale 100 dolares ou mais - e manda mais! que uma dose só é pouco.
46 - Piranha - já nao basta esse monte que anda por aí, ainda querem que eu coma a carne?
47 - Brie
48 - Carne de rã - nao sei se nao comeria. Meu pai tomou muita canja achando que era de galinha e ainda dizia que estava especialmente deliciosa. Pode ser, mas deixa eu provar sem saber o que é.
49 - Brigadeiro de colher
50 - Ouriço do mar
51 - Jaca - se fede, eu nao como. Simples assim.
52 - Arroz carreteiro
53 - Escargot - é bom demais!!!!
54 - Tiramisu
55 - Big Mac - só como em último caso, de inanicao completa. Nao gosto do Mc Donalds.
56 - Macarroni and Cheese - quem inventou isso deve estar ardendo no inferno III
57 - Gin Martini
58 - Blood Mary - tomate com tempero e misturado com álcool? no, thanks.
59 - Cebola frita empanada
60 - Sangria
61 - Marshmallow
62 - Rosca de Batatas
63 - Flores - Lavanda vale?
64 - Caviar
65 - Cajamanga
66 - Miolo de boi
67 - Churros - e sem recheio
68 - Bacalhau a Gomez de Sa
69 - Banana Frita - adoro banana mas, frita, NAO
70 - Chilli - manda pro inferno que o povo de lá gosta
71 - Gazpacho - sopa gelada de pepino com tomate? quem inventou isso deve estar ardendo no inferno IV
72 -
-->Pamonha Salgada - sem comentários. Doce, idem 73 - Carambola
74 - Carne de Búfalo
75 - Carne de Tartaruga
76 - Saquê
77 - Torta de maçãs
78 - Risoto
79 - Chá preto chinês
80 - Margarita
81 - Acarajé - quem inventou isso deve estar ardendo no inferno V
82 - Mugunzá - quem inventou isso deve estar ardendo no inferno VI
83 - Pacoquinha de amendoim - oohh, saudade!
84 - Lasanha de Berinjela
85 - Bife a cavalo
86 - Kafta
87 - Sorvete de milho verde
88 - Suco de Pitanga
89 - Carne de cavalo
90 - Trufas de chocolate
91 - Sardinha - como mas, se tiver outra coisa, prefiro
92 - Carangueijo - quem inventou que se pode comer isso? Um esforco desgracado para uma amostra de carne e sair da mesa com fome
93 - Torta de limão (amoooooo!)
94 - Bolinho de Chuva - pena que nao consigo fazer! Vira mingau na gordura!
95 - Rapadura
96 - Bagel - pao mal-feito e borrachudo. Recomendo se precisar fazer exercício com as mandíbulas
97 - Ganache
98 - Polenta Frita
99 - Capuccino
100 - Carne de cobra - vende jibóia num pé sujo perto da minha casa e como eu nunca fui provar?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Primeira Vez a Gente Nunca Esquece

Minha mae nunca me deixou mexer na cozinha, dizia que eu nao sabia fazer nada (óbvio, né?). E eu já com 15 anos e doida para me queimar no fogao. Aproveitei um dia que ela ia passar inteiro fora, peguei uma receita de pao de queijo de liquidificador, e fomos eu e uma amiga para a cozinha como quem está explorando as montanhas do Himalaia. Pedi para meu pai acender o forno porque, de tanto ouvir que ia me queimar, fiquei com medo.

Voilá, os paes de queijo ficaram prontos! Nao deixei ninguém comer e pus dentro de uma lata de biscoitos (ainda quentes! :@) para só servir quando minha mae chegasse. Minha vó chegou junto com ela e foi direto na lata. Veio entao o comentário: "Minha filha, esse bolinho de bacalhau da lata está com um cheiro de ranço..."

O resultado é que só fui botar a mao em cozinha novamente com 28 anos, depois que saí de casa...

***

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Eu vou morrer de fome nesse lugar

Sempre ouvi falar que a comida inglesa é horrível. Nao é, ela é sem graca. Falta um pouco de sal, alho e cebola, claro. A comida é boa, tem vegetais em quase todos os pratos típicos, nas comidas de pub. Mesmo o Bangers&Mash (linguica temperada com pure de batatas) é uma delícia na maioria dos lugares. Rapidinho eu me adaptei a comer em Londres e logo, logo me virava e sabia o que comprar para comer e onde ir se fosse comer fora.

Quando era crianca eu era extremamente problemática para comer. Hoje em dia eu vejo o quanto, e vejo também quanto milagre meus pais fizeram para que eu comesse coisas de qualidade entre as minhas sessoes de bife com batata-frita.

Bem, comida nunca foi dos capítulos mais fáceis na minha vida. Meu sonho era existir uma pílula que substituísse comida MESMO. Como isso nao é possível, morando sozinha eu fui criando meus rituais para fazer o ato de comer ser um pouco mais agradável (isso nunca vai ser um passatempo para mim - tá mais para sessao de tortura medieval). Minha cozinha tem que estar impecavelmente limpa e todos os meu utensílios idem para eu poder comecar a cozinhar. Senao eu nao cozinho. A mesa tem que estar idem! Em Londres eu tinha um joguinho americano e uma bandeja de perna especiais para poder comer. Jantar só comeca com a mesa posta e um guardanapo ao lado do prato, e copo sobre o porta-copos, senao eu nao como.

Tudo bem, isso é na minha casa, onde eu tenho as coisas do meu jeito, se vou a outros lugares, eu me adapto. Hoje, no entanto, a situacao é meio crítica: na casa dos sogros cuidando do sograo que nao está bem de saúde. Eu já tinha ouvido falar que a comida nos EUA é horrível, e já vim aqui outras vezes, já havia experimentado o horror, mas sempre fica a esperanca de que vivendo no lugar as coisas nao sao tao ruins assim.

Eu amo carne e nao tem coisa melhor no mundo do que um churrasco bem feito (ave gaúchos!) mas até o churrasco esse povo aqui consegue estragar. A carne fica envolta num caramelo que provoca ansia só de olhar. O gosto é pior do que a imagem. Mas catástrofe mesmo, comida mexicana, uma eca que no Rio apareceu como moda uns anos atrás e logo sumiu - mais uma prova que Deus é brasileiro - aqui no NOVO MEXICO, como se pode imaginar, nao dá para escapar. E é esse coco que a minha sogra cozinha todo dia. E eu sou vetada na cozinha, nem lavar um copo eu tenho permissao...

Com 340 de colesterol total, tendo que fazer dieta e tomar sinvastatina, com o nível de stress nas nuvens, eu tenho que escolher entre comer bacon com batata-frita no café da manha ou passar fome. Sinceramente, tem dia que eu prefiro ficar com fome. O que me salva é o café-com-leite que preparo antes da sogra levantar, umas torradas de um pao "integral" (integral pra esses chicanos daqui. grrrrr) e umas mariolas que trouxe do Brasil. Aos poucos vou encontrando coisas mais saudáveis que posso comer sem ter que cozinhar: yogurte, salada, humus. Queria encontrar granola, mas no mercado "normal" nao existe: ontem minha sogra comprou ceral "High School Musical" pro meu marido. Algum antepassado meu deve ter jogado muita pedra na cruz...

***

quinta-feira, 30 de abril de 2009

E o Fish and Chips nosso de cada dia

Nos dai hoje...



Delícia!
Recebi algumas mensagens perguntando sobre como escolher o fish and chips, por isso aqui vao umas dicas para nao ficar com gosto de maresia na boca:
  • Normalmente as opcoes sao hadock ou cod. Hadock é um peixe cheio de frescuras no Brasil, caro que te fura os bolsos. Aqui, é só mais uma sardinha, nao se esqueca que estamos num ilha cercada de água por todos os lados. Cod talvez seja o que mais aguce a curiosidade dos brasileiros, é o bacalhau fresco, e o peixe mais ordinário e barato que se pode comprar. Qualquer um dos dois, eu acho uma delícia igual.
  • Aqueles que vc compra em lojinhas de indiano, tipo KFC genérico, sao o supra sumo do colesterol, é na verdade uma gordura com lembranca de peixe.
  • Na lanchonete de ingles - que eles chamam de grease spoon - as batatas sao horrorosas, grossas, engorduradas, moles e cruas. Tem quem goste. É o preferido dos blue colars e chavs.
  • A tal história de que fish and chips sao embrulhados em jornal nos grease spoons é mentira. Eles sao embrulhados em PAPEL JORNAL o que é muito diferente. E nao vejo o porque do espanto, já que tudo em padarias no Brasil também é embrulhado com papel jornal.
  • Prefira entrar num pub e pedir o seu fish and chips (como o da foto, que é de um pub em Hammersmith). Quanto mais longe da área de turistas, melhor o resultado. Podem vir acompanhados de pure de ervilha (mushed peas) ou salada, ou nada.
  • Mas se voce quiser fazer do seu Fish and Chips uma experiencia gastronomica, vai em Notting Hill, numa ruazinha atrás do Gate Cinema. Tem uma casinha de esquina, envidracada, pintada de azul por fora, que é o melhor fish and chips que voce pode comer em toda Inglaterra, com certeza absoluta. Eles tem menu de peixes e te indicam o peixe do dia, qual o mais fresco e qual será a diferenca entre as várias opcoes. (Update 11/03/11: foi com um frio na espinha que soube que o meu fish and chips preferido, antes um family restaurant, foi vendido para uma rede que já apareceu com aquela história de "restaurar a glória perdida" do restaurante. A notícia está no website ilustrado por um prato mixuruca com a menor porcao de fish and chips que já vi na vida. Nao moro mais em Londres, entao nao posso ir conferir, e também nao posso garantir que continua maravilhoso. Quase certeza que nao.)
  • Para os escravos da taxa de colesterol, como eu, tem a solucao tabajara, que eu faco em casa. Compro meu breaded cod (bacalhau fresco a milanesa) congelado no mercado, e batata frita também congelada. Meto tudo no forno, sem uma gota de óleo a mais. Leva mais ou menos meia hora para tudo ficar pronto porque eu e o marido preferimos tudo crocante. De gordura ainda está cheio, mas só de nao ter feito da frigideira uma bacia de óleo, ja deve ter diminuido esse teor de gordura em mil por cento.
Sem falar que quando como em casa, acompanha uma salada de alface e rúcula com azeite e vinagre balsamico. Depois que termino, uma chícara de chá branco - que eu sempre tomo, principalmente quando como coisas gordurosas.
***

terça-feira, 31 de março de 2009

Cuidado que a comida te come!!!

Estava no Rio ainda e sai para fazer compras com minha amiga-irma. Ela é nutricionista e estava doida para conhecer um restaurante no Leblon que andava ouvindo falar muito bem, um tal de Universo Organico, na galeria do Teatro Leblon.

Na minha cabeca estavamos indo para um dos milhares de restaurantes vegetarianos que ultimamente se alastram feito praga, principalmente entre a classe das modelo/manequim/atriz que acham que uma folha de alface é refeicao. Mas o que! A situacao era muito mais grave do que eu pensava!!! Aquele é um "espaco gourmet" de comida viva! Socorro!!!! Isso nos foi explicado pela nutricionista da casa assim que chegamos e anunciamos ser a nossa primeira vez no recinto.



A comida é viva, o suco é de luz e clorofila, o restaurante nao tem fogao, é tudo cru e organico.

Feijao nao tem, soja nao tem, nao é vegetariano, é muito mais vegan hiper-hardcore. Só semente, broto, vegetal e fruta. Até o sal, coitado, é do Himalaia! Estava me sentindo um ET. Na minha cabeca a comida ia gritar "UUUI" na primeira garfada. Falei para a chef e dona do "espaco" - muito simpática por sinal - que ia passar mal comendo aquilo, meu organismo cheio de junkie food e bifes acebolados diariamente nao ia segurar o tranco daquela pureza toda nao...

Bem, comi crepe de cogumelo com pesto e um monte de broto numa cama de laranja, e tomei suco de Saturno - cujos anéis ficaram orbitando minha cabeca pelo resto do dia. Mas para minha surpresa, estava tudo uma delícia - mesmo - eu gostei muito, só aquele monte de laranja que era totalmente dispensável, eu detesto misturar fruta com comida de sal. No final paguei o preco de duas picanhas pelo almoco de matinho.

Por tudo isso e muito mais, a experiencia foi surreal. As minhas entranhas passaram o dia inteiro me lembrando que algo estranho havia invadido meu corpo. Saímos do restaurante rindo muito e a Ludi com uma sacola cheia de produtos organicos do mercadinho do "espaco gourmet". Assim que dobramos a esquina e vi uma lojinha de cachaca muito bonitinha eu tive que entar. Nada como uma degustacaozinha básica para eu voltar a me sentir um ser humano normal novamente.

***

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin