Picture SNOWSHOEING IN SANTA FE (NEW MEXICO, USA, March 2010)

Vicky Mundo Afora ou Mundoafora? Nao importa. É vida de imigrante. O mundo eh tao grande. Por que deveria passar minha vida inteira no Rio de Janeiro? Preciso viver e falar outras linguas, viver com e como outras pessoas. Um dia eu volto. Para onde? Ora, para casa. Onde eh casa mesmo?



Picture credits on this blog go to my lovely husband, who has never enough of beautiful and interesting views all over the world. If a picture is not his, it will be linked to its original source.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Texas, Cowboys e Churrasco

Estou de ferias no Texas e amando! A comida daqui eh uma delicia e muito melhor do que a do Novo Mexico.   Ate agora a combinacao Texas, cowboys e churrasco tem sido imbativel no que os EUA - que eu conheco - tem de melhor.  Confesso que fazia uma ideia bem errada dessa terra que cheira a oleo (de verdade).


Continuo sem computador - usando o do marido - mas assim que der eu posto algumas fotos minhas. As que estao nesse post sao do tio google (clique nas imagens para ser transferido ao site de origem).

Queria ter descoberto Austin, a capital do Texas e da musica ao vivo, algumas decadas atras!!!! Todo boteco tem uma banda excelente tocando. Eh possivel ouvir musica boa o dia inteiro, estou impressionada. E as pessoas aqui sao bonitas, tem estilo, andam bem vestidas.  Muito diferente dos outros estados onde parece que todo mundo estah pronto para comecar uma faxina coletiva.



Quem passar por Austin e entender bem o ingles, alem de conhecer a cultura americana, tem que ir ao teatro/bar Esther's Follies, que eh uma especie de Saturday Night Live local (e bem melhor que o televisivo). O palco fica do lado da rua, com enormes janelas de vidro sem cortinas e quem passa na calcada estah sempre arriscado a fazer parte do show.





Austin, eu quero voltar!!!!!
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Dieta

Nem sei se posso chamar de dieta, mas na época que percebi que tinha engordado além da conta, fiz algumas modificacoes na minha rotina alimentar e o meu peso despencou.  Nao tenho forca de vontade para certas coisas, se fosse seguir alguma dieta maluca, nao obteria nenhum resultado.  E tudo o que fiz, foi da minha cabeca, prestando atencao em tudo o que ouvia sobre dietas e selecionando o que parecia fazer sentido, do que parecia absurdo e arriscado.  Sao coisas simples, que só vao tornar a sua dieta mais saudável, embora consultar um nutricionista e um médico é sempre o mais indicado para controle de peso.

Quando era crianca, um dos apelidos pelo qual meus primos me chamavam era Palmito: magrela e branca. Sempre quis engordar, tomava muito sustagen e vitaminas quando era pequena.  Hoje eu sou magra feito um vara-pau (ouvi isso da minha avó a vida inteira, e nao tenho idéia do que seja um vara-pau), mas já tive uma fase em que fiquei gordinha, mais ou menos dos 16 até os 20 anos. Coincidiu com eu ter saído do ballet (eram 7 aulas por semana), estudar para o vestibular e comecar a faculdade, quando tinha festa quase todo dia, e se nao tivesse, a gente inventava.


Com 16 anos
Com 26 anos

Nunca fui muito de subir em balanca, a minha medida sempre foram meus jeans. Se fecha está bom, se aperta, é hora de emagrecer. Até que um dia eu quis usar uma calca que nao usava há muito tempo, e ela mal passou pela minha cintura.  Resolvi agir.  Nao era a minha intencao, mas passei de 59kg para 48kg em 3 meses. E depois passei uns 5 anos (e muitas latas de Sustagen) tentando engordar 2 kg de volta.  Mas, eu tinha 20 anos e o metabolismo acelerado, além de trabalhar e estudar. Naquela época eu nao bebia sempre, saia muito e ficava só na água mineral.

Aprendi algumas coisas básicas com minha avó, desde pequena. Por exemplo, nunca gostei de beber nada durante as refeicoes. Depois aprendi que, realmente, atrapalha a digestao e deixa o estomago distendido. Tome um copo d'água meia-hora antes, e depois só pode beber de novo após 1 hora de terminada a refeicao.  Outra coisa, sempre fui a última a sair de qualquer mesa. Até hoje. Mastigo tudo muito devagar, pequenas garfadas por vez.  Uma ocasiao meus primos se deram ao trabalho de contar quantas vezes eu mastigava cada garfada. Resultado: 50. Nao raro eu nao queria mais terminar o prato pois a comida que restava já estava congelada...

 Fui entao seguindo umas regras que estabeleci para mim mesma:

  • Troquei tudo que eu comia refinado, pela versao integral: pao, arroz, acúcar, macarrao.
  • O líquido que eu bebia depois das refeicoes (aquele, 1 hora depois) era normalmente um chá bem quente e sem acúcar. Tomava umas 4 xícaras de chá por dia. Acho que chimarrao também faria o mesmo efeito.
  • Tomava dois comprimidos de alcachofra composta junto com o chá, para ajudar na digestao.
  • Diminuí a quantidade do que gosto (frituras), só uma vez por semana. 
  • Parei de comer batata-frita por 3 meses, depois reintroduzi mas em menores quantidades.
  • Refeicoes no prato de sobremesa e sem direito a repetir.
  • Comia alguma coisa (nutritiva) de 3 em 3 horas.
  • Obriguei-me a tomar café-da-manha todo dia. Esse era fácil porque meu pai preparava para mim. Comia tudo o que tivesse vontade. O ideal é deixar o mais calórico do dia para a parte da manha. Calórico, mas nutritivo.
  • Parei de jantar depois das 7 da noite. Depois desse horário, só um chá com cream cracker integral. Ou se a fome fosse grande, café com leite no lugar do chá.
  • Parei de beber qualquer coisa com acúcar, tudo passou a ser "ao natural". Menos o café, esse eu tomava com acúcar mascavo. Adocante, nem pensar. 
  • Nao como nada em versao light, diet, que tenha gosto ruim. Se o gosto nao é bom, eu nao como. Comia a versao normal do que quer que fosse, só em menor quantidade e frequencia.
  • Nem um copo de refrigerante passava pela minha boca. Tomava guaraná natural.
  • Tudo o que eu comia devia ter algum valor nutricional. Caloria vazia nao, porque assim vai continuar com fome e comendo feito uma doida, o resultado é engordar.
  • 1 copo bem cheio d'água de hora em hora, marcado no relógio, para nao esquecer.
  • meio litro d'água já na cama, antes de dormir. E meio litro d'água assim que acordava. Ajuda a purificar o organismo como um todo e é ótimo para os rins.
  • Todo dia caminhava por 1 hora e meia em passos rápidos.
Bons tempos morando em casa, com meus pais, com empregada.  Era mais fácil cuidar da dieta. Hoje em dia, "nóis si vira comu podi". 

"Hoje" com 36 anos - 3 anos atrás


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domingo, 19 de junho de 2011

Curiosidades Culturais - Rango de Festa

Ou PF de festa, já que nos EUA sempre que vou a alguma festa nao tem nada de petiscos ou coisinhas gostosas para saborear.  Tem feijao com arroz, pimenta, e alguma carne com mais alguma coisa para acompanhar. É cada um com seu cada um mesmo. Fala sério!

Feijao com arroz


Já na Itália, onde festa nao existe, é só comilanca mesmo, uma vez fui servida com tamaras recheadas de mascarpone e nozes, como entrada. Simples. E delicioso!

Só pode saber o quanto é bom depois de provar


Na Inglaterra, tem uns canapés meio enviesados, feitos por um pessoal que nao sabe bem distinguir sal de acúcar. Melhor deixar pra lá. Na maioria das vezes era só um Doritos com Batatas Fritas mesmo...




E no Brasil, salgadinhos, torta salgada, brigadeiro, docinho de coco... Dá fome só de pensar.  Estou contando os dias para ir em casa visitar minha mae, isso sim!

A boa torta salgada, velha de guerra 

E gosto nao se discute, nao é? ;)
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P.S. - Todas as fotos tem links para as respectivas receitas, nos sites de onde as extraí. Para saber mais, clique nos subtítulos de cada uma.

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sábado, 5 de março de 2011

Charity Matanza

No Brasil comeca o carnaval este sábado, mas aqui na roca do Novo México tem outra Matanza! Nao sabe o que é Matanza? É só ler aqui e aqui. Uhuuu!!!



Dessa vez teremos que chegar cedo - a Matanza é promovida pelos tios do maridao.  Eles nos colocaram responsáveis pelo leilao de obras de arte que terá durante o dia. Ainda bem, quando Gerald falou que teríamos que ir cedo eu gritei logo "nao tenho forca nem talento para destrinchar porco nao!". Entao ele me acalmou e disse que a nossa participacao seria "limpa". Toda a renda será para uma fundacao que cuida de cavalos nativos em vias de extincao.

Dessa vez terá mais comida sem pimenta (quero acreditar), assim poderei comer um pouco mais do que da outra vez.  Depois virao as fotos. Deixa ir embora que a fome já está grande!

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dia de Repouso

Nada como preparar com antecedencia.  Fiz carne assada com batatas e arroz,

e empadinhas de queijo.


Deixei tudo na geladeira e ontem quando cheguei do hospital foi só esquentar e comer, sem me preocupar com sujeira na cozinha.  E o maridao lavou os pratos depois.  Dormi bastante, até passar todo o efeito da anestesia, e hoje nao estou sentindo dor nenhuma, só preciso fazer mais repouso.  O problema é que estou afim de comer um bolo e vou acabar levantando para fazer.  Laranja, nozes ou maca?

Adoro o orkut e suas receitas práticas!!!

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Observacoes (quase) Antropologicas - Churrasco no Novo México, ou A Matanza – Parte 2

Quando se fala da comida preparada e servida durante uma típica Matanza é importante notar que a fritura e os grelhados sem pimenta sao as iguarias mais palatáveis para quem nao está acostumado com esses regionalismos. Quase tudo tem pimenta, um tipo que dizem só existe aqui, mas eu me abstenho de falar sobre ou provar esse assunto.




Um dos pratos típicos da cozinha local e indispensável em qualquer Matanza: Chicharrones, fritos pelos presentes ao longo da festa, e todos tem que ajudar.  É pele de porco frita na própria banha (e eu esqueci de pegar um pote de banha para levar para casa. Buáááá!). Existe um tacho gigantesco para essa fritura coletiva - a família inteira mexe o tacho, alternando criancas, adultos, jovens e nao tao jovens. Sempre soube que pele de porco frita resulta em torresmo. Só que isso que estavam fazendo aqui resultava em uns pedacinhos de carne suculentos enquanto quentes, e crocantes quando frio (bom demais!). E em nada me lembrava um torresmo da tia Leda. Se isso tem outro nome no Brasil, por favor me avisem pois estou por fora, nunca vi. Eu adorei (se é fritura, to dentro. Fica feliz o meu colesterol 340).
                                                                                                                                                        

Estava muito frio, eu vestia um casaco que mais parecia um edredon portátil, e nao queria chegar perto do fogo com medo de voar alguma faísca e incendiar o casaco comigo dentro.  Tolinha...  Fui intimada por um dos primos do Gerald a ajudar a escorrer a gordura das peles fritas.  Segundo ele, esse era o meu “rito de iniciacao” para ser aceita como um membro da família.  Entao tá, né?  Tirei o casaco, e lá fui eu para a beira do fogo, morrendo de medo de estragar alguma coisa e ainda me sujar.  Realmente, para tudo tem uma primeira vez.


A operacao é o seguinte: pela manha joga-se a pele de porco no tacho, fogo já aceso.  A pele vai soltando a própria gordura e o negócio todo comeca a ferver.  Em momento algum pode parar de mexer.  A família vai se revezando na atividade de mexer o caldeirao.  Tem gente que aguenta mais, tem gente que aguenta menos tempo, mas todo mundo tem que dar um pouco do próprio suor naquilo ali – deve ser parte do tempero?  Depois de umas 4 ou 5 horas alguém decide que está pronto.  Vem o caubói com um escorredor, retira a pele do caldeirao aos poucos, e deposita tudo naquele saco de juta que duas pessoas seguram.  Voce tem idéia de quanta pele tem um porco adulto????  Cada um torce o “torniquete” para o lado oposto, espremendo bem a gordura.  E repete-se tudo até acabar. Nao pode deixar cair nem um chicharrone de volta no tacho senao a zoacao é geral.  Fiz isso por 2 horas e só caiu algum uma única vez.  Lógico que essa é que foi filmada.  Chama-se Infalibilidade da Lei de Murphy.


E, voilá!  O astro da festa (ao menos para mim):


Repararam na minha falta de jeito?  Só faltou um salto alto para me deixar mais desengoncada ainda.  Parece até que nasci pra isso (sim, claro).  Hoje, assistindo ao vídeo novamente, lembra até uma sessao de inciacao das bruxas com a “mexecao” coletiva do caldeirao.  Só faltou a vassoura para dar um toque...





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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Observacoes (quase) Antropologicas - Churrasco no Novo México, ou A Matanza - Parte 1

Churrasco é churrasco.  Certo?  Erradíssimo. Se no Brasil adicionar qualquer coisa que nao seja sal grosso na carne da churrasqueira é um sacrilégio, em outras partes do mundo a carne é preparada das mais diversas formas .  A minha experiencia nesse caso é limitada, por isso nao creio estar apta a fazer muitas comparacoes, mas quero registrar algumas impressoes colhidas ao longo das minhas viagens.

A vida inteira frequentei churrascos a beira de piscinas, no Brasil.  Nunca fui num churrasco na roca, o que acredito ser mais farto e fresco.  No Brasil temos o molho a campanha, arroz e farofa como acompanhamentos básicos. Temos picanha, costela, asa e coracao de frango, linguica.  É o mínimo que se espera (embora por mim só precisasse de carne e cerveja).  Ir a um churrasco onde nao se tem nada disso soa estranho - dá a impressao de faltar algo e deixa-nos com uma fome e saudade enormes.



Na Inglaterra um churrasco pode ser alguma carne cortada em bife posta na grelha, vao também alguns legumes, frutas.  Como tudo na cozinha inglesa, sao tipicamente sem gosto por conta da ausencia total do sal - que na minha teoria os ingleses confundem com arsenico, nunca tem sal em comida alguma.  Enquanto morei na Itália nao vi churrasco (também nao conhecia brasileiros por lá, só andava com italianos) mas com aquela comida, nao dava nem tempo de lembrar do que existe no Brasil.  E sinceramente, em matéria de comida, moraria para sempre na Itália e muito feliz sem sair de lá.  Tem alguma coisa naquela Bota que é um mistério: o povo come diariamente como se fosse o último dia de vida e como precisassem se alimentar para a eternidade.  E nunca vi nenhum gordo por lá.  Juro.

Nos EUA tem aquilo que vemos em filme (e eu me incluo nisso): uma churrasqueira cheia de frescura, com uns hamburgueres por cima e umas salsichas.  E ainda assim queimam tudo.  Sem falar na melecada que poem em cima das carnes, todos aqueles molhos sao doces.  Nunca fui a um churrasco assim na casa de ninguém, mas o maridao já me levou para comer em "churrascarias".  Bem, nao recomendo se o que voce está atrás é de uma boa carne, é tudo doce ou com pimenta ou os dois juntos. Tempero, nem pensar.  Eu comi chorando de desgosto.  Se o que voce quer é uma experiencia nova e conhecer novos sabores, vai em frente.  Depois me conta o que achou.


Hoje estou morando no Novo México.  E como é o churrasco aqui?  Tá certo que é parte dos EUA, mas a comida tem influencia mexicana muito mais forte que a americana.  E eu moro na roca.



Tive o prazer de participar de uma Matanza, que seria uma espécie de "grande churrascada anual" para quem cria animais.  Mata-se um porco ou um boi pela manha.  Segue a limpeza, o corte e o preparo das carnes.  Cozinha-se, grelha-se, frita-se, toda a carne durante a festa que leva um dia inteiro.  Muita comida e a família e os amigos reunidos. Haja gente para comer um porco inteiro, imagina um boi! Costuma ser durante o outono (já está um frio corno, ainda mais para quem saiu do Rio de Janeiro), mas tem gente que também faz no inverno.  Isso porque o Novo México é no deserto e os animais engordam mais durante o verao, quando chove e tem mais pasto para alimentá-los.  No outono o gado está mais gordinho e é quando os produtores vendem suas cabecas.  Ou se mata algum para a churrascada monumental.



Eu adorei a festa, mas só cheguei depois que já estava tudo no fogo (imagina se me pegam para cortar um pedaco de porco, tá doido!).  Nesse churrasco encontramos também uma panelada de "red chile" e vários bifes feitos sempre com muita pimenta local. É muita carne e preparada de diversas formas, nem me lembro de tudo.  E ainda tem os acompanhamentos, sendo que me chocou  uma sopa de pipoca - muito estranha.  Ouvi dizer que é um prato típico mexicano e dessas coisas eu prefiro nem lembrar o nome.  Nessas horas eu dou Gracas a Deus por ser brasileira.


A festa nao tem hora para acabar, a noite já está quase congelando os ossos (das pessoas, nao do suíno em questao) e vai todo mundo ficar em volta do fogo assando marshmellow.  E ainda tem comida que sobrou e todo mundo leva uma quentinha para casa.

 

Todas as fotos sao da Matanza da minha nova família, que foi em novembro passado.  O que tem no caldeirao é o assunto do próximo post.

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terça-feira, 31 de março de 2009

Cuidado que a comida te come!!!

Estava no Rio ainda e sai para fazer compras com minha amiga-irma. Ela é nutricionista e estava doida para conhecer um restaurante no Leblon que andava ouvindo falar muito bem, um tal de Universo Organico, na galeria do Teatro Leblon.

Na minha cabeca estavamos indo para um dos milhares de restaurantes vegetarianos que ultimamente se alastram feito praga, principalmente entre a classe das modelo/manequim/atriz que acham que uma folha de alface é refeicao. Mas o que! A situacao era muito mais grave do que eu pensava!!! Aquele é um "espaco gourmet" de comida viva! Socorro!!!! Isso nos foi explicado pela nutricionista da casa assim que chegamos e anunciamos ser a nossa primeira vez no recinto.



A comida é viva, o suco é de luz e clorofila, o restaurante nao tem fogao, é tudo cru e organico.

Feijao nao tem, soja nao tem, nao é vegetariano, é muito mais vegan hiper-hardcore. Só semente, broto, vegetal e fruta. Até o sal, coitado, é do Himalaia! Estava me sentindo um ET. Na minha cabeca a comida ia gritar "UUUI" na primeira garfada. Falei para a chef e dona do "espaco" - muito simpática por sinal - que ia passar mal comendo aquilo, meu organismo cheio de junkie food e bifes acebolados diariamente nao ia segurar o tranco daquela pureza toda nao...

Bem, comi crepe de cogumelo com pesto e um monte de broto numa cama de laranja, e tomei suco de Saturno - cujos anéis ficaram orbitando minha cabeca pelo resto do dia. Mas para minha surpresa, estava tudo uma delícia - mesmo - eu gostei muito, só aquele monte de laranja que era totalmente dispensável, eu detesto misturar fruta com comida de sal. No final paguei o preco de duas picanhas pelo almoco de matinho.

Por tudo isso e muito mais, a experiencia foi surreal. As minhas entranhas passaram o dia inteiro me lembrando que algo estranho havia invadido meu corpo. Saímos do restaurante rindo muito e a Ludi com uma sacola cheia de produtos organicos do mercadinho do "espaco gourmet". Assim que dobramos a esquina e vi uma lojinha de cachaca muito bonitinha eu tive que entar. Nada como uma degustacaozinha básica para eu voltar a me sentir um ser humano normal novamente.

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